Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 2026

Tarso nega intimidação com possível indiciamento de Protógenes

Segunda, 10 de Novembro de 2008 às 16:22, por: CdB

Em meio à possibilidade de o delegado responsável pela Operação Satiagraha, Protógenes Queiroz, ser indiciado em inquérito da Polícia Federal, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que a medida não vai atrapalhar as investigações e descartou intimidação.

A Operação Satiagraha, realizada pela PF em julho, para combater crimes financeiros, levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, todos já liberados por determinação da Justiça.

A Corregedoria da PF pretende indiciar Protógenes pelos crimes de quebra de sigilo funcional, desobediência, usurpação de função pública, prevaricação e violação telefônica. A pena prevista é de ao menos 3 anos e meio.

Segundo o ministro, se Protógenes "não cometeu nenhum erro, sairá fortalecido. Se cometeu, vai ser julgado pela Justiça". Para Tarso, a investigação interna da PF não representa intimidação contra os agentes em futuras investigações.

- Não há nenhuma intimidação. Ao contrário, isso dá tranquilidade para os policiais e para a sociedade, porque se vê que a Polícia Federal também cuida dos seus quando cometem algum erro - afirmou.

No entender do ministro, o indiciamento de Protógenes não vai atrapalhar as investigações contra Daniel Dantas.

- As investigações continuam em andamento e em alguns dias serão apresentadas ao Poder Judiciário - garantiu.

O ministro disse ainda que a operação será paradigmática porque vai punir possíveis erros cometidos na investigação e ao mesmo tempo apresentar provas contra os acusados.

- A Satiagraha será exemplar na correção de erros que ocorreram e paradigmática no próprio inquérito - disse Tarso Genro a jornalistas nesta segunda-feira, após encontro com o prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

A PF está refazendo o inquérito da Satiagraha para evitar futuras contestações na Justiça.

- Aquela equipe técnica que foi para São Paulo está trabalhando em silêncio, tecnicamente, com a participação do Ministério Público fazendo e refazendo todo o levantamento. Tudo o que for apresentado agora vai estar livre de qualquer nulidade ou problema ocorrido anteriormente - acrescentou.

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