Rio de Janeiro, 24 de Janeiro de 2026

Tarso Genro nega que Operação Navalha tenha motivação política

Sexta, 18 de Maio de 2007 às 14:07, por: CdB

O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou nesta sexta-feira que a Operação Navalha, da Polícia Federal, tenha sido motivada por interesses políticos. Segundo Tarso Genro, a hipótese de que a operação teria sido um movimento do governo federal de "revide ou desestabilização" das forças oposicionistas que venceram as últimas eleições no Maranhão, foi ventilada pelo governador do estado, Jackson Lago, e parlamentares maranhenses, que procuraram o ministro nesta quinta-feira, em Brasília.

Ao participar da solenidade de troca do comando da Força de Segurança Nacional, o ministro informou que recebeu os políticos em seu gabinete, na presença do diretor da Polícia Federal, delegado Paulo Lacerda.

- Demonstramos que aquilo que estava ocorrendo no Maranhão não era nada específico em relação ao estado e sim uma operação desencadeada em 10 estados, que ocorreu a partir de um fato presumidamente delituoso, originado na Bahia -, disse Tarso.

Segundo o ministro, os políticos saíram satisfeitos com a explicação.  O ministro da Justiça informou que os desdobramentos da Operação Navalha junto ao poder Judiciário vão prosseguir, sem dificuldades. 

- A nossa preocupação é exclusivamente com o cumprimento da legalidade processual e técnica do inquérito. Nós vamos ter as denúncias e vamos ver as pessoas exercerem seu direito de defesa. Não há nenhuma dificuldade. As instituições estão funcionando com a maior lisura e tranqüilidade. Vamos ter a seqüência normal do processo no nível do poder Judiciário -, ressaltou o ministro.

A Operação Navalha foi deflagrada nes pela Polícia Federal para desmontar um esquema de desvio de recursos públicos para realização de obras em nove estados e no Distrito Federal. As investigações apontaram o envolvimento  de políticos, servidores públicos, empresários e lobistas acusados de fraudar licitações para beneficiar a empreiteira baiana Gautama. Mais de 40 pessoas foram presas, entre elas o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares e o assessor do Ministério das Minas e Energia Ivo Almeida Costa.
 
 

 
 

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