O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou nesta quarta-feira a existência de um Estado criminoso em meio a um Estado policialesco no país. Durante a cerimônia de abertura da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, ele lembrou que o Brasil vive uma realidade, com recursos tecnológicos disponíveis, para que indivíduos fora do Estado invadam a privacidade das pessoas.
– Eles têm acesso a um tipo de tecnologia que trazem de fora ou que vem por contrabando, que está nas mãos de pessoas que não são necessariamente responsáveis, como agências privadas de detetives. A vida privada das pessoas é devastada e isso é uma característica da sociedade atual. Nossa preocupação é que o Estado não use esses meios e não se torne um grande irmão – disse.
Tarso acredita que o governo estabeleceu uma espécie de “ciclo virtuoso” na produção de políticas públicas nacionais efetivas para a segurança pública. Ele elogiou a iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em disciplinar o uso de escutas telefônicas e reforçou que “tudo que coloca sob maior controle as escutas telefônicas é positivo para a democracia e para a redução de abusos.”
Tarso Genro nega existência de Estado criminoso no país
Quarta, 03 de Setembro de 2008 às 10:49, por: CdB