O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou nesta sexta-feira que nenhum partido político será dominante no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Nenhum partido será dono do governo. Não foi e não será. Quem acha que algum partido poderá ser uma força dominante e que vai se sobrepor a todas as demais está equivocado - disse.
De acordo com o ministro, também não há nenhuma intenção do governo em diminuir o espaço do PT no segundo mandato.
- Não há nenhum cálculo de diminuição de espaço de nenhum partido. O presidente ainda não tem concepção de qual será o espaço de partidos. O PT tem uma grande bancada e vai continuar a ter uma presença importante no governo.
Tarso Genro disse que o governo vai precisar dialogar com a oposição para poder realizar a reforma política, considerada por ele uma "tarefa universal" e "mãe de todas as reformas".
- A reforma política do Brasil não é uma responsabilidade do governo. Ela não vai sair se a oposição não quiser.
Genro disse ainda que "não será fácil fazer a reforma política" e que ela vai depender de "uma grande mobilização da sociedade".
Tarso Genro informou que o presidente Lula pretende conversar com os ex-presidentes da República.
- O ritmo que ele vai dar e a forma ainda não foram definidos porque nós estamos, no momento, conversando com os partidos políticos para formar o governo de coalizão.
Indagado se vai continuar a fazer parte do governo no próximo mandato, disse que não tinha "a mínima idéia" e que não estava "preocupado com isso".
Tarso Genro participou de um almoço, em São Paulo, com empresários do setor de serviços, oferecido pela Ação Brasileira de Apoio ao Setor de Serviços (Abrasse) e pela Ação Nacional pela Justiça Tributária (Anjut).