O ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu nesta sexta-feira a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, das acusações de que teria pressionado para facilitar a compra da Varig e da VarigLog pelo fundo americano Matlin Patterson e a três sócios brasileiros.
- Conheço a ministra há mais de 30 anos, convivi com ela em várias circunstâncias de militância. Ela é uma pessoa obssessiva em relação à legalidade em tudo o que ela faz. E duvido que ela tenha orientado ou indicado qualquer ato ilegal quanto à compra da Varig - disse.
Indagado quais seriam as motivações das denúncias contra a ministra, Tarso Genro respondeu:
- A Dilma , pela competência, por ser a gerente do PAC virou alvo político. Mas isso que está acontecendo em relação à Varig, esta eventual acusação contra ela, se choca contra a trajetória de vida dela.
A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Abreu, ao prestar depoimento à Justiça, nesta semana, afirmou que foi pressionada pela ministra Dilma Rousseff e pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, a tomar decisões favoráveis à venda da VarigLog e da Varig ao fundo americano e aos três sócios brasileiros.
Segundo ela, a ministra tentou impedir que a Anac exigisse documentos dos sócios da empresa que comprou a Varig, contrariando a legislação brasileira que proíbe estrangeiros de ter mais de 20% do capital das companhias aéreas.
O ministro Tarso Genro participou hoje, no Rio, de manifestação contra o seqüestro e tortura de jornalistas de um jornal carioca por milícias da favela. A manifestação ocorreu na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio de Janeiro (OAB-RJ).