Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Tarso evita comentar investigações da PF na <i>Operação Caixa de Pandora</i>

O ministro da Justiça, Tarso Genro, evitou comentar a informação de que a Polícia Federal (PF) teria apreendido na residência oficial do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, dinheiro cuja série numérica é a mesma de um lote de cédulas apreendidas em duas empresas acusadas de participar do esquema de distribuição de propina. O dinheiro teria sido encontrado pela PF durante a Operação Caixa de Pandora. (Leia Mais)

Segunda, 21 de Dezembro de 2009 às 10:07, por: CdB

O ministro da Justiça, Tarso Genro, evitou comentar a informação de que a Polícia Federal (PF) teria apreendido na residência oficial do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, dinheiro cuja série numérica é a mesma de um lote de cédulas apreendidas em duas empresas acusadas de participar do esquema de distribuição de propina. O dinheiro teria sido encontrado pela PF durante a Operação Caixa de Pandora, que desmontou um esquema de corrupção envolvendo o governador, deputados distritais e empresários que prestam serviços ao governo do Distrito Federal.

– Não posso fazer juízo de valor sobre a natureza das provas porque o inquérito ainda está em andamento – justificou o ministro.

Segundo Tarso Genro, as ações de combate à corrupção da Polícia Federal serão fortalecidas.

– A corrupção esteve muito tempo debaixo do tapete. Quanto mais combatida, mais ela aparece – afirmou.

A análise do material apreendido na Operação Caixa de Pandora foi enviada pela Polícia Federal ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o inquérito tramita em segredo de Justiça.

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, defendeu o uso de escutas telefônicas nas investigações de denúncias de corrupção. Segundo ele, não se pode banalizar o recurso às interceptações telefônicas, mas a robustez das provas produzidas pela polícia ajudará na condenação dos criminosos.

– É muito difícil por a mão em dinheiro de corrupção – afirmou.

Corrêa evitou críticas à decisão do Superior Tribunal de Justiça, que negou os pedidos de quebra dos sigilos bancários e fiscal dos envolvidos.

– Até porque muito dinheiro que circulou não foi contabilizado – ponderou.

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