Tanques cruzam fronteira da Rússia para a Ucrânia, dizem militares
Uma coluna de 32 tanques, 16 sistemas de artilharia e caminhões carregando munição e combatentes cruzou a fronteira da Rússia para o leste da Ucrânia, disseram as Forças Armadas de Kiev nesta sexta-feira. O deslocamento continua o envio de equipamento militar e mercenários russos para as linhas de frente - disse o porta-voz Andriy Lysenko em declaração transmitida pela TV.
Membros da guarda de honra aguardam chegada do líder separatista Alexander Zakharchenko em Donetsk Vladimir Putin
Uma coluna de 32 tanques, 16 sistemas de artilharia e caminhões carregando munição e combatentes cruzou a fronteira da Rússia para o leste da Ucrânia, disseram as Forças Armadas de Kiev nesta sexta-feira.
- O deslocamento continua o envio de equipamento militar e mercenários russos para as linhas de frente - disse o porta-voz Andriy Lysenko em declaração transmitida pela TV, referindo-se à incursão ocorrido na quinta-feira.
Os relatos de uma nova movimentação de blindados na fronteira acontecem depois que rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia acusaram forças do governo de Kiev, na quinta-feira, de terem lançado uma nova ofensiva - o que foi negado de imediato por Kiev.
Casos esporádicos de violência continuam a ocorrer na região apesar de uma trégua acertada em 5 de setembro para encerrar o conflito, que já deixou mais de 4.000 mortos.
Nesta semana, no entanto, o cessar-fogo pareceu ficar particularmente frágil, com separatistas e o governo central trocando acusações de violações depois que líderes separatistas realizaram eleições nas autoproclamadas "repúblicas populares" do leste no domingo.
Preços do petróleo
A diminuição dos preços mundiais do petróleo pode ser resultado da política de vários países que utilizam este mecanismo em época de crises, afirma o presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin.
- Nos preços do petróleo o componente político sempre esteve presente. Mais do que isso: em alguns momentos críticos fica-se com a sensação de que é precisamente a política que prevalece no processo de formação dos preços - declarou Putin em entrevista à mídia chinesa, concedida na véspera da sua visita à República Popular da China.
No período de 9 a 11 de novembro o presidente russo irá participar da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec), que acontece na capital chinesa, Pequim.
O chefe de Estado ressaltou na entrevista que um dos fatores econômicos da baixa dos preços dos hidrocarbonetos é a queda do ritmo de crescimento da economia mundial e, como seu resultado, a diminuição do consumo de energia em toda uma série de países.
Além disso, apontou o presidente, as reservas estratégicas e comerciais de petróleo nos países mais desenvolvidos correspondem agora ao seu máximo histórico.
Venezuela
Por outro lado, apesar deste momento da commodity, a Venezuela pretende continuar a diversificar suas exportações de petróleo e aumentar o volume de entregas à China e Índia a fim de se beneficiar do rápido crescimento das economias destes países e reduzir a sua dependência das exportações do "ouro negro" aos Estados Unidos, declarou o ministro do Petróleo e Mineração do país, Asdrubal Chavez.
- Estas são as direções nas quais devemos continuar a desenvolver nossos mercados, uma vez que esses países têm o maior crescimento anual da economia. Pretendemos continuar a aumentar nossas entregas (de petróleo) à Ásia: à China e Índia - disse o ministro, cuja declaração foi citada pela agência inglesa de notícias Reuters.
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