A TAM informou no início da manhã de terça-feira que não mudou a instrução dada aos pilotos, no sentido de proibir o uso de aeronaves com reverso desativado. Em nota, a empresa declarou que não procede a informação que a companhia alterou o procedimento em relação ao uso do reversor inoperante.
Segundo a empresa, as instruções do manual da Airbus, que permite o vôo da aeronave mesmo que um dos reversos apresente defeito, continuarão a ser seguidas. Na edição desta terça-feira, O Estado de S. Paulo publica reportagem apontando que a empresa teria decidido que seus aviões não voariam mais se o reverso das turbinas apresentasse defeito.
De acordo com o jornal, a regra valeria para todos os vôos, mas seria considerada como exigência fundamental para operações de aterrissagem e decolagem em aeroportos com pistas curtas, como é o caso dos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio.
As primeiras informações da caixa-preta do avião que fazia o vôo 3054, que não conseguiu frear após pousar em Congonhas e bateu em um prédio do outro lado da Avenida Washington Luís, em 17 de julho, indicam que o piloto do Airbus A320 enfrentou problemas com o manete. A tragédia deixou 200 mortos.
O fato de o avião estar com o reverso direito travado teria relação indireta com o acidente. Reverso é o equipamento que inverte a pressão da turbina e ajuda a aeronave a frear. O aparelho não impede o pouso, mas segundo orientações da Airbus, quando um dos reversos não está funcionando, o modo de operar as manetes é diferente, o que poderia ter causado problemas.
TAM nega mudança em procedimento com reverso
A TAM informou no início da manhã de terça-feira que não mudou a instrução dada aos pilotos, no sentido de proibir o uso de aeronaves com reverso desativado. Em nota, a empresa declarou que não procede a informação que a companhia alterou o procedimento em relação ao uso do reversor inoperante.
Terça, 31 de Julho de 2007 às 09:01, por: CdB