A TAM, maior companhia aérea do país, confirmou nesta segunda-feira o protocolo do pedido de oferta global de ações preferenciais junto aos reguladores do mercado nos Estados Unidos, em uma operação que pode movimentar até US$ 927,8 milhões. As ações da empresa passarão a ser negociadas na bolsa de valores de Nova York com o símbolo "TAM", e o preço estimado leva em conta o valor de fechamento dos papéis preferenciais na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em 14 de fevereiro, de 48 reais, "equivalente a cerca de US$ 22,39 por ação, com base na taxa de câmbio de R$ 2,1435 por dólar".
"Empresa e acionistas estão vendendo 35.618.098 ações preferenciais, inclusive na forma de American Depositary Shares, ou ADSs, em uma oferta global. Cada ADS representa uma ação preferencial", informou a TAM em prospecto encaminhado à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado acionário norte-americano. A operação inclui a venda de 5 milhões de novas ações, cujos recursos arrecadados vão para o caixa da TAM, e de ações nas mãos da família Rolim, controladora da companhia aérea, e de fundos de private equity.
Além disso, poderá ser exercido lote adicional de pouco mais de 5,3 milhões de ações preferenciais pelos subscritores. Os líderes da operação são os bancos Credit Suisse e Pactual. Também participam Citigroup, Merrill Lynch e JPMorgan. A TAM tem participação de mais de 40% no mercado brasileiro de aviação. A empresa opera atualmente com 84 aviões, a maior parte Airbus A330, A320 e A319. A companhia emprega cerca de 9.700 pessoas.
"Nosso objetivo estratégico é consolidar e expandir nossa liderança no mercado doméstico e alcançar altos níveis de lucratividade", informou a TAM no prospecto à SEC.
Em junho de 2005, a empresa aumentou o capital em circulação na Bovespa, em oferta pública primária e secundária liderada pelo Pactual. Antes dessa operação, apenas 0,54% do capital da empresa estava em circulação na bolsa paulista.