Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2026

Talibã faz nova ameaça e diz que três sul-coreanos estão doentes

Quarta, 01 de Agosto de 2007 às 09:32, por: CdB

Um porta-voz talibã avisou nesta quarta-feira que três dos 21 reféns sul-coreanos seqüestrados estão gravemente doentes e poderiam morrer, além de ter ameaçado novamente assassinar os cativos caso o governo afegão faça uma operação militar de resgate.

- Se o governo lançar uma intervenção militar, dirá que não querem resolver esta crise pacificamente e mataremos os reféns - disse o porta-voz da milícia Mohammed Yousif Ahmadi, acrescentando que os talibãs não têm remédios para os doentes.

- Ainda não fixamos um novo prazo e, em qualquer momento, há possibilidades de que algo ocorra, e a responsabilidade será dos governos afegão e sul-coreano - disse Ahmadi.

O porta-voz talibã respondia assim à possibilidade de que o Exército lançasse uma operação de resgate, mas o membro da equipe de mediação, Khowaja Ahmad Sedeqi, negou que tivesse começado um ataque e disse que tinha sido mal interpretado.

Ao meio-dia desta quarta-feira (4h30 de Brasília), terminou o prazo dado pelos talibãs para executar os reféns, horas depois de a polícia encontrar o cadáver de Shin Sung-min, de 29 anos, cujo assassinato tinha sido anunciado pelos talibãs.

Os talibãs pedem a troca dos reféns por vários presos insurgentes presos, e para isso deram à equipe de mediação uma lista completa.

Ahmadi afirmou que a delegação da Coréia do Sul presente no país não poderá se reunir com os reféns, mas acrescentou que as portas das negociações estão "abertas" para eles.

Shing Sung-min foi o segundo refém assassinado pelos seqüestradores após a execução a tiros, há sete dias, do pastor protestante Bae Hyung-kyu, de 42 anos.

No entanto, o Governo afegão insistiu através do Ministério do Interior em que, embora esteja fazendo "tudo o possível" para obter a libertação dos sul-coreanos, respeitará os limites "das leis e da Constituição".

Os 23 sul-coreanos foram capturados em 19 de julho na província afegã de Ghazni, no maior seqüestro de um grupo estrangeiro no Afeganistão desde a queda do regime talibã.

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