Um porta-voz do grupo islâmico Talibã assumiu o atentado que matou, na segunda-feira, em Cabul, o britânico Steve MacQueen, informaram, nesta quarta-feira, os meios de comunicação locais.
No entanto, a polícia da capital afegã manifestou suas dúvidas e assinalou que prossegue a investigação para identificar os autores e determinar seus motivos.
Segundo emissoras de rádio afegãs, o mulá Hakim Latifi, um dos porta-vozes dos talibãs, assegurou por telefone a diversos meios que o atentado foi obra de seu grupo, "que permanece unido e pode atuar em qualquer lugar do Afeganistão".
MacQueen, que trabalhava em um programa do Ministério de Desenvolvimento Rural afegão para a concessão de créditos aos agricultores, foi assassinado depois de terminar seu último dia de trabalho no país, quando se preparava para regressar ao Reino Unido no próximo fim de semana.
O chefe da Polícia de Cabul, general Sher Agha, informou, nesta terça-feira, que MacQueen foi morto quando dirigia uma caminhonete pelo centro da cidade por volta das dez e meia da noite (15h00 de Brasília) desta segunda-feira.
Este foi o primeiro ataque mortal contra estrangeiros em Cabul desde outubro do ano passado, quando uma cidadã americana e uma menina afegã morreram em um atentado em uma rua comercial da cidade, no qual um terrorista suicida detonou várias granadas que levava presas ao corpo.
Os controles e patrulhas da Polícia e da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) aumentaram em Cabul, onde empregados de organizações não-governamentais, empresas e órgãos internacionais disseram à EFE que lhes recomendaram "não sair de noite e extremar as medidas de segurança".
O porta-voz da Missão das Nações Unidas no Afeganistão (Unama), Manoel de Almeida e Silva, disse que "há uma investigação e, uma vez que saibamos as causas deste assassinato, teremos que ver se afeta nossas medidas de segurança", embora tenha dito que MacQueen não estava ligado à ONU.
Talibã assume atentado contra britânico em Cabul
Quarta, 09 de Março de 2005 às 02:42, por: CdB