Rio de Janeiro, 10 de Fevereiro de 2026

Talebãs libertam duas reféns sul-coreanas

Duas reféns sul-coreanas foram libertadas na segunda-feira pelos talibãs no Afeganistão. Elas entraram em contato com a agência de notícias France Presse e afirmaram que estavam bem. (Leia Mais)

Segunda, 13 de Agosto de 2007 às 08:52, por: CdB

Duas reféns sul-coreanas foram libertadas na segunda-feira pelos talibãs no Afeganistão. Elas entraram em contato com a agência de notícias France Presse e afirmaram que estavam bem. As mulheres foram levadas pela Cruz Vermelha para a capital da província de Ghazni, ao sul do país, e entregues à embaixada do país.

- Eu estou OK, minha amiga está OK - declarou a refém à jornalista da AFP, com dificuldades para falar em inglês. Indagada sobre o estado de saúde dos outros 19 reféns, não soube responder, com a voz visivelmente emocionada. As duas sul-coreanas foram entregues ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha no meio da manhã. Pareciam exaustas e estavam chorando quando entraram no carro da Cruz Vermelha.

Em um comunicado publicado em Genebra, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha confirmou ter desempenhado um papel de intermediário na libertação das duas reféns.

- O CICV expressa sua alegria pela libertação das duas reféns, que poderão agora voltar a ver suas famílias - declarou Reto Stocker, chefe da oposição do CICV em Cabul, capital afegã. A agência humanitária disse ainda que 'espera que os demais 19 reféns sejam libertados em breve'.

Na manhã desta segunda-feira, o engenheiro alemão Rudolf Blechschmidt falou por telefone com as agências notícias France Presse e Al-Jazeera para pedir por socorro. Ele foi seqüestrado pelos talibãs no sul do Afeganistão em 18 de julho a 100 km de Cabul, na companhia de um colega alemão que foi executado pouco depois de sofrer um mal-estar. O refém alemão, que apareceu em um vídeo difundido pela Al-Jazeera em 31 de julho no qual pedia a retirada das tropas alemãs do Afeganistão.

- Eu me chamo Rudolph Blechschmidt - afirmou ao correspodente da AFP em Kandahar, numa ligação permitida pelo porta-voz dos talibãs, Yusuf Ahmadi. - Minha vida corre perigo, os talibãs querem me matar- prosseguiu o homem falando em inglês, com um forte sotaque alemão. - Para ser libertado, eu imploro, preciso da ajuda de vocês - enfatizou.

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