Talebã volta a promover chacina no Paquistão apesar das negociações de paz
Uma explosão que teve como alvo um ônibus cheio de policiais paquistaneses matou 12 pessoas e feriu 58 perto da cidade portuária de Karachi, no sul do país, disseram autoridades, no episódio mais recente de violência que acontece no momento em que o governo do Paquistão e o Talebã estão em negociações de paz.
Quinta, 13 de Fevereiro de 2014 às 11:36, por: CdB
Apesar das recentes retaliações do Talebã, o governo afegão libertou na quinta-feira 65 presos que, segundo os Estados Unidos, representam uma ameaça
Uma explosão que teve como alvo um ônibus cheio de policiais paquistaneses matou 12 pessoas e feriu 58 perto da cidade portuária de Karachi, no sul do país, disseram autoridades, no episódio mais recente de violência que acontece no momento em que o governo do Paquistão e o Talebã estão em negociações de paz. O porta-voz do Talebã paquistanês Shahidullah Shahid reivindicou a autoria do ataque em telefonema à agência inglesa de notícias Reuters e disse que ela aconteceu em retaliação à morte de prisioneiros do grupo muçulmano radical.
Dez policiais feridos estavam em estado grave, disse o médico Seemin Jamali, chefe do Departamento de Emergência do centro médico Jinnah, localizado na cidade. Não estava claro se a explosão foi realizada por um agressor suicida ou por uma bomba plantada na estrada, disse o oficial de polícia Rao Anwar. O atentado acontece depois de um ataque na casa de um policial que deixou nove membros de uma milícia pró-governo na quarta-feira e de um ataque com granada em um cinema que matou 13 pessoas. Os dois ataques acontecerem na cidade de Peshawar, noroeste do país. Nenhum dos atentados foi reivindicado pelo Taliban.
Prisioneiros
Apesar das recentes retaliações do Talebã, o governo afegão libertou na quinta-feira 65 presos que, segundo os Estados Unidos, representam uma ameaça. A decisão ameaça abalar ainda mais as já tensas relações entre os dois países. Zahir Azimi, porta-voz do Ministério da Defesa afegão, disse que os presos foram libertados de uma instalação carcerária próxima a Cabul, e que serão devolvidos às suas regiões de origem.
A embaixada dos EUA considerou a decisão "profundamente lamentável", por contrariar um acordo de 2012. "O governo afegão arcará com a responsabilidade pelos resultados da sua decisão", disse a embaixada em nota. Abdul Shakor Dadras, diretor da comissão afegã encarregada de rever casos prisionais, disse que o encarceramento dessas pessoas era injustificado desde o começo, apesar das informações apresentadas pelos Estados Unidos.
– Acredito que a libertação dessas 65 pessoas irá beneficiar a nação afegã, e irá beneficiar a nação norte-americana e o governo norte-americano. Não encontramos nenhuma prova de que essas 65 pessoas sejam criminosas, segundo a lei afegã – disse Dadras à TV Reuters.
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