O grupo fundamentalista islâmico talebã reivindicou, nesta quinta-feira, o ataque no qual um britânico foi seqüestrado e três militares morreram ontem no Afeganistão, enquanto o Ministério do Interior o atribui a um grupo de delinqüentes.
Em declarações, o porta-voz do Ministério afegão de Interior, Lutfullah Mashal, assinalou que três policiais afegãos morreram na emboscada de quarta-feira na província de Farah (oeste do Afeganistão), na qual um engenheiro britânico foi seqüestrado junto com seu intérprete.
Mashal atribuiu o incidente a "um bando de delinqüentes" e assegurou que um dos atacantes foi capturado pela Polícia, enquanto os demais fugiram na zona de Zer Kow, na província de Farah.
Por sua vez, Latifullah Hakimi, suposto porta-voz talibã, disse por telefone de um lugar desconhecido, que os rebeldes atacaram um comboio que viajava na estrada entre Kandahar e Herat, à altura do distrito de Chakkaw.
Segundo Hakimi, se tratava de um comboio de militares americanos e britânicos, o que foi negado pelo Governo afegão, que afirma que eram empregados de uma empresa que constrói uma estrada na região.
- Nossos mujahedin (guerrilheiros) atacaram o comboio - afirmou Hakimi, enquanto dizia que "três soldados americanos morreram e um britânico foi seqüestrado".
Segundo Hakimi, o britânico seqüestrado não é engenheiro e sim "militar, tinha armamento com ele, e se chama David".
Dois dos rebeldes que cometeram o ataque contra o comboio também ficaram feridos no ataque, segundo reconheceu o porta-voz do talebã.
Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026
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