Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2026

Talebã matou um do grupo de reféns sul-coreanos

Quarta, 25 de Julho de 2007 às 15:59, por: CdB

A milícia islâmica Talebã matou um dos 23 reféns sul-coreanos que seqüestrou no Afeganistão, segundo autoridades do governo. Um porta-voz do Ministério do Interior afegão disse à BBC que o corpo do refém morto foi encontrado na província de Ghazni, onde o grupo é mantido preso há seis dias.

O Talebã afirma que matou o homem, pois o governo do Afeganistão não atendeu às suas exigências.

Uma autoridade local, Khowja Seddiqi, não confirmou informações de que oito dos reféns sul-coreanos tinham sido libertados.

A polícia local informou que o corpo do refém sul-coreano foi encontrado com muitos ferimentos a bala no bairro de Mushaki, distrito de Qarabagh, na província de Ghazni.

Seddiqi, que é chefe do distrito de Qarabagh, disse que o homem não foi morto devido a problemas de negociação ou pelo fato de as exigências do Talebã não terem sido atendidas.

Antes, o porta-voz do Talebã Qari Yousuf Ahmadi anunciou a morte do refém, mas disse à agência de notícias Reuters que o grupo tinha matado o sul-coreano, pois "o governo em Cabul não ouviu a nossa exigência e não libertou nossos prisioneiros".

O porta-voz repetiu as exigências do Talebã: a libertação de oito de seus integrantes presos, ou mais reféns seriam mortos.

Os 23 sul-coreanos foram seqüestrados em Ghazni, sudoeste de Cabul, na última quinta-feira. Os reféns - a maioria mulheres - são membros de uma organização cristã de ajuda humanitária.
Além do grupo de sul-coreanos, dois alemães foram seqüestrados na região central do Afeganistão na semana passada. O corpo de um deles foi encontrado depois, perto de uma estrada.

Também foi revelado que um jornalista seqüestrado na quarta-feira é dinamarquês e não alemão, como tinha sido divulgado antes.

O jornalista, Khwaja Najibullah, é de origem afegã e trabalhava para a televisão dinamarquesa. Ele foi libertado junto com o motorista afegão e seu tradutor.

Falando depois de sua libertação, Nijibullah disse que seus seqüestradores decidiram libertá-lo por causa da pressão dos moradores locais.

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