O presidente taiuanês, Chen Shui-bian, solicitou em Nova York que Taiwan tenha voz na comunidade internacional, informou neste domingo, a imprensa local.
Chen, que embarca neste domingo para o Panamá como parte de sua viagem pelos Estados Unidos e a América do Sul, disse que Taiwan sempre defendeu a reforma da lei internacional para os direitos humanos, apesar de não pertencer à Organização das Nações Unidas.
O governante taiuanês, que recebeu em Nova York o Prêmio da Liga Internacional dos Direitos Humanos das mãos do presidente desta entidade, Scott Horton, e na presença do ex-ministro americano da Defesa William Cohen, acrescentou que "a voz de Taiwan representa progresso e democracia".
Chen, em sua quarta viagem internacional e a terceira à América Latina, expressou seus "respeitos" a Soong Mayling, viúva do ex-presidente taiuanês Chaing Kai-shek, falecida em 23 de outubro passado em Nova York aos 106 anos.
O presidente taiuanês participará dos atos de comemoração do centenário de Independência do Panamá e buscará reforçar as relações diplomáticas e econômicas com este país, um de seus principais aliados no continente, com o qual assinou um acordo de livre comércio em agosto deste ano.
Ao retornar, Chen fará uma escala em Ankorage (Alasca), onde se reunirá com o governador deste estado, Frank H. Murkowski.
A viagem do presidente taiuanês acontece, mais uma vez, sob a pressão do Governo de Pequim, que esta semana alertou que se Chen realizar ações "inapropriadas" em Nova York, suas conseqüências podem refletir nos laços entre China e EUA.
Esta atitude levou Taiwan a reduzir para 26 seu número de aliados diplomáticos. Destes, 14 são países da América Latina e do Caribe.