As autoridades de Taiwan acusaram a China de violar os direitos básicos de dois dos sete supostos espiões taiuaneses detidos por Pequim e que nesta sexta-feira, reconheceram trabalhar por ordem do Governo da ilha em uma entrevista coletiva.
Liao Wan-jin, o subdiretor-geral da Fundação Intercâmbios do Estreito (FIE), disse que os depoimentos de ambos os detidos são uma prova do desejo de Pequim de influir nas eleições presidenciais que serão realizadas na ilha em 20 de março.
Liao acrescentou que as declarações feitas por Wang Chang-yung e Chang Yu-jen aos jornalistas taiuaneses não supõe prova alguma de sua culpabilidade.
- A China ainda não os condenou, nem apresentou prova alguma de que são espiões taiuaneses - afirmou o funcionário, acrescentando que isso servirá apenas para afugentar os empresários da ilha que investem no país comunista.
Os dois detidos confessaram diante das câmeras de televisão taiuanesas que receberam entre 800 a 1.200 dólares mensais das autoridades de Taipé por seus trabalhos de espionagem.
Um deles chegou a dizer que odiava o Governo do presidente taiuanês, Chen Shui-bian, por não fazer nada por sua libertação.
O FIE, seguindo o desejo das famílias dos detidos, pediu a sua organização homóloga na China, a Associação para as Relações através do Estreito de Taiwan, que respeitem os direitos dos detidos.
O Governo chinês deteve os supostos espiões entre os dias 4 e 15 de dezembro de 2003 em Guanzhou, Fujian, Anhui e Hainan.