Jovens desempregados e insatisfeitos com o governo aumentam as chances de vitória do partido de orientação comunista Syriza
A liderança do partido esquerdista grego Syriza contra os conservadores atualmente no governo ficou estável em 3,4 pontos percentuais, mostrou uma pesquisa neste sábado, duas semanas antes das eleições. O Syriza, que se coloca contra o resgate internacional da Grécia, teria 33,1% dos votos, contra 29,7% para o partido do primeiro-ministro, Antonis Samaras.
A pesquisa conduzida pela Alco para o jornal semanal Proto Thema mostrou que o apoio a ambos os partidos caiu levemente, contra o levantamento realizado pelo mesmo instituto na semana passada, quando a diferença entre os dois estava em 3,3%.
Oportunidade
“Este é um dia histórico para a democracia grega. O povo grego está determinado a colocar um ponto final à austeridade”. O “dia histórico” assinalado por Alexis Tsipras, líder do partido da Coligação de Esquerda Radical, mais conhecido como Syriza, foi 29 de dezembro de 2014. O primeiro-ministro Antonis Samaras acabava de perder na sua terceira tentativa, a eleição do seu candidato Stavros Dimas para presidente da República. Precisava, para isso, não só dos deputados da coligação que lidera mas de 180 votos favoráveis (do total de 300 com assento parlamentar). O governo caiu – assim determina a Constituição – e foram marcadas eleições para 25 de janeiro.
"Terá chegado, assim, a grande oportunidade por que esperavam Alexis Tsipras e o partido Syriza, que lidera todas as sondagens feitas na Grécia desde maio de 2014, aproveitando o fato de serem, neste momento, ainda pouco robustos os sinais de recuperação na economia grega. Depois de seis anos de recessão, a economia grega cresceu no terceiro trimestre ao ritmo mais rápido de toda a zona euro. Mais do que Portugal, mais do que Espanha e mais do que a Alemanha. Ainda assim, e apesar de a Comissão Europeia dizer que “2014 foi o ponto de viragem na Grécia” e prever um crescimento de 2,9% do produto interno bruto (PIB) em 2015, continuam no desemprego mais de um quarto dos gregos. E essa será uma das razões que estão na base da popularidade do Syriza, um partido que tem “radical” no nome e que defende um perdão de dívida (mais um) e o fim da política de consolidação das contas públicas, vulgo 'austeridade”, escreveu o jornalista Edgar Caetano, no blog Observador.
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