Rio de Janeiro, 11 de Abril de 2026

Suzane von Richthofen cumpre pena em casa

Ré confessa do assassinato dos pais em 2002, Suzane von Richthofen, de 22 anos, foi beneficiada por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça e passará a cumprir prisão domiciliar.Até as 11h30, o alvará não havia sido apresentado, de acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Suzane deverá ficar na casa de Denivaldo Barni, que foi seu tutor legal até completar 21 anos.(Leia Mais)

Segunda, 29 de Maio de 2006 às 08:53, por: CdB

Ré confessa do assassinato dos pais em 2002, Suzane von Richthofen, de 22 anos, foi beneficiada por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça e passará a cumprir prisão domiciliar. A acusada aguarda, nesta segunda-feira, a chegada do alvará para deixar o Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, 175 km a noroeste de São Paulo.

Até as 11h30, o alvará não havia sido apresentado, de acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Suzane deverá ficar na casa de Denivaldo Barni, que foi seu tutor legal até completar 21 anos.

No domingo (28), o advogado Mário Oliveira Filho disse que ela não foi libertada no fim de semana porque houve "má vontade" do juiz Richard Francisco Chequini em assinar o alvará que autoriza a liberação.

-  O juiz teve a decisão do STJ na mão na sexta-feira e não assinou. Houve má vontade. Disseram que não havia o endereço da prisão domiciliar no ofício, mas o endereço do domicílio sempre foi a casa do Barni e isto sempre esteve nos autos  -disse.

Logo que sair da unidade, Suzane deverá participar de uma audiência onde serão definidas as regras da prisão --como eventuais horários em que ela poderá deixar o local. O juiz deverá decidir ainda se Suzane ficará sob vigilância policial. Para especialistas, a possibilidade é remota.

Liberdade

Não é a primeira vez que Suzane deixa o sistema penitenciário. Em junho de 2005, o mesmo STJ concedeu a ela o benefício da liberdade provisória que, posteriormente, foi estendido aos supostos cúmplices dela no crime, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.

Em abril deste ano, Suzane voltou a ser presa por decisão do juiz Richard Francisco Chequini, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo. O magistrado entendeu que a liberdade dela representava um risco para o irmão, Andreas, com quem Suzane disputa a administração dos bens da família.

O novo mandado de prisão foi expedido em meio à polêmica provocada por uma entrevista concedida por Suzane ao <i>Fantástico</i>, da Rede Globo. Nela, segundo o próprio programa, Suzane aparece sendo orientada por seus advogados a chorar e demonstrar fragilidade diante das câmeras.

Para o ministro do STJ, entretanto, a segunda prisão foi idêntica à primeira e não poderia ter sido decretada já que uma instância superior havia decidido por conceder liberdade provisória à ré. Para Naves, a nova prisão "agravou ainda mais o excesso de tempo da prisão provisória", argumento que havia sustentado a soltura de Suzane.

No pedido que culminou na concessão da prisão domiciliar - concedido em decisão liminar pelo ministro Nilson Naves - a defesa de Suzane alegava que, enquanto ela esteve livre, "respondeu a todas as expectativas sociais de um comportamento ajustado" e negavam que ela tivesse representado uma ameaça "a qualquer um".

<b>O assassinato</b>

Os pais de Suzane, Manfred e Marísia, foram surpreendidos enquanto dormiam em casa, no Brooklin (Zona Sul de São Paulo) e golpeados com bastões, ainda na cama, em outubro de 2002.

O julgamento de Suzane e dos irmãos Cravinhos está marcado para o próximo dia 5 de junho.

Porém, os advogados de Suzane devem se reunir nesta semana com o juiz do caso, Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, para pedir que ela não seja julgada na mesma data que os irmãos.

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