Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Suspeitos morrem em confronto com policiais na Zona Oeste

Três homens considerados suspeitos pela PM morreram em confronto com policiais, durante um operação para reprimir o tráfico de drogas na comunidade do Rola, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio.

Sexta, 18 de Setembro de 2015 às 11:44, por: CdB
Por Redação, com ACS - do Rio de Janeiro: Três homens considerados suspeitos pela PM morreram em confronto com policiais, durante um operação para reprimir o tráfico de drogas na comunidade do Rola, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. Policiais da Divisão de Homicídios fizeram na quinta-feira perícia no local para saber as circunstâncias das mortes. Segundo a polícia, um fuzil e uma pistola foram apreendidos com os suspeitos. Nesta sextra-feira, o policiamento continua reforçado na região.
suspeitos.jpg
Policiais da Divisão de Homicídios fizeram na quinta-feira perícia no local

Roubo de celular

Os roubos de celular no Estado do Rio de Janeiro aumentaram 49,3% em agosto de 2015 quando comparado com o mesmo mês do ano passado. Somente em agosto deste ano, 1.117 celulares foram roubados, enquanto no mesmo período de 2014 foram 748 roubos, de acordo com dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). De acordo com o instituto, a apreensão de drogas bateu recorde no mês de agosto, apresentando o maior número de apreensões de toda a série histórica para o mês, iniciada em 1991. Foram 2.461 apreensões no estado em agosto, um aumento de 1,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do aumento dos roubos de celulares, o roubo de rua, soma de roubo a pedestre, roubo em coletivo e roubo de aparelho celular, apresentou uma nova redução de 16,9% em agosto de 2015 em comparação ao mesmo período de 2014. No acumulado de janeiro a agosto de 2015, foi registrado uma queda de 10,9% ou 6.981 roubos a menos que no mesmo período do ano anterior. A secretária do Conselho Comunitário de Segurança Pública do Centro e Lapa da 5ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), Maria João Gaio, disse que, mesmo com a redução dos roubos de rua, a sensação de insegurança permanece. Segundo ela, as reclamações são reincidentes, principalmente quando se trata desse tipo de delito cometido na rua. “A gente percebe que o policiamento não melhorou. O contingente da Polícia Militar não é suficiente no morro nem no asfalto. Eles estão pegando todos os contingentes novos de policiais e mandando todos para as UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora]. Não temos política de segurança pública, temos apenas projetos que vão custar caro ao governo.” No acumulado de junho a agosto deste ano, 154 pessoas morreram em decorrência de intervenção policial, um aumento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo o sociólogo  José Augusto Rodrigues, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), especialista em segurança pública, essas mortes são, geralmente, decorrentes de ações improvisadas e não bem planejadas da polícia. – Eu acho que isso ocorre em decorrência do fato da polícia estar sendo obrigada a improvisar no enfrentamento a esses grupos armados. Quando a polícia chega com um mandato, fazendo uma campanha depois de um cerco bem organizado e planejado, às vezes não se chega a disparar um único tiro. Mas, quando se improvisa uma intervenção, o risco de uma bala perdida encontrar um civil inocente aumenta. Para ele, é preciso ampliar o contingente de policiais, além de ter uma política sistemática de acompanhamento e investigação de organização dos grupos criminosos. Ele disse que é importante inibir o armamento do crime. De junho a agosto de 2015, 2.248 armas foram apreendidas, um aumento de 3,4% em relação ao mesmo período de 2014. “Quanto mais os grupos conseguirem ter acesso a armamentos pesados, mais aumenta o risco de vítimas de bala perdida em incursões improvisadas da polícia em comunidades”. Na semana passada, o menino Christian Andrade, de 13 anos, foi morto durante uma operação policial em Manguinhos, na zona norte do Rio. A morte causou a revolta de moradores, que fizeram um protesto para cobrar a investigação da morte pelas autoridades policiais.
Tags:
Edições digital e impressa