Rio de Janeiro, 23 de Maio de 2026

Suspeitos de tráfico de armas depõem para CPI

Sexta, 03 de Junho de 2005 às 09:33, por: CdB

A CPI que investiga o tráfico de armas continua as audiências nesta sexta-feira, que vem sendo realizada no Rio Grande do Sul desde quinta, a fim de ouvir envolvidos no comércio ilegal de armamentos, investigadores e representantes de clubes de tiro. Os depoimentos serão dados na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Entre os investigados que irão ser ouvidos estão o delegado da Polícia Civil de Santa Cruz do Sul, Luciano Fernandes Menezes; o médico Carlos Henrique Gross, indiciado em inquérito da Polícia Civil de Santa Cruz do Sul; o médico Paulo César Gross, também indiciado em inquérito da Polícia Civil de Santa Cruz do Sul; o presidente do Tiro 4 Clube Gaúcho de Caça e Pesca, Edson Garrastazu; o presidente da Federação Gaúcha de Tiro Prático do Estado do Rio Grande do Sul, José Carlos Duarte; e o oficial responsável pelo Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da Terceira Região Militar do Estado do Rio Grande do Sul, Carlos Roberto Pacheco de Melo.

Na quinta, o 3º vice-presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PL-ES), anunciou que a comissão vai sugerir mudanças no processo de identificação das armas para dificultar práticas como a raspagem dos códigos:

- Temos que dificultar a raspagem do registro das armas. Pelo que nós conversamos com as pessoas que trabalham na linha de produção, é possível termos a identificação da arma em locais mais difíceis de serem raspados, dificultando a ação daqueles que, com facilidade, encontram arma, fazem a respagem e utilizam para o crime.

Neucimar Fraga, juntamente com outros oito parlamentares, visitou a empresa de armamentos Taurus, em Porto Alegre. O grupo parlamentar esteve na capital gaúcha para conhecer o processo de fabricação e comercialização de armas e ouvir autoridades e jornalistas sobre o assunto. Segundo Fraga, a visita garantiu, entre outras coisas, informações sobre os mecanismos utilizados para a identificação do armamento.

Os parlamentares da CPI ouviram também repórteres do jornal Zero Hora, que viajaram para a fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina. Os jornalistas foram conferir como funciona o comércio de armas naquela região.

- Não há dificuldade para um brasileiro chegar em uma cidade vizinha, no Uruguai, comprar um AR-15, uma metralhadora, munição e entrar no Rio Grande do Sul - constatou Neucimar Fraga.

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