Os policiais suspeitos de participarem da chacina de 31 de março, na Baixada Fluminense, se forem condenados, podem receber sentença de quase 900 anos de prisão, segundo denúncia apresentada nesta quinta-feira pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
O MP informou que os 11 policiais acusados de participar do massacre, que resultou na morte de 30 pessoas, foram denunciados por 29 homicídios duplamente qualificados e por uma tentativa de homicídio.
Eles foram acusados ainda de formação de quadrilha. A denúncia foi feita com base no inquérito realizado pela Polícia Civil e entregue ao MP nesta quarta-feira.
"Se cada um for condenado à pena máxima pode pegar 896 anos de prisão", disse o promotor Marcelo Muniz.
A chacina foi a maior da história do Estado do Rio de Janeiro. Os suspeitos permanecem presos, e as Polícias Civil e Federal garantem ter provas suficientes para condenar todos os suspeitos.
Nessa quinta-feira a juíza Elizabeth Machado, da 4a. Vara Criminal de Nova Iguaçu, decretou a prisão preventiva dos 11 suspeitos que estão detidos provisoriamente desde abril.
A principal suspeita da polícia é que o massacre tenha sido uma represália dos PMs às mudanças nos comandos dos batalhões da Baixada Fluminense.
"O crime foi uma demonstração de força e as investigações não serão interrompidas após a denúncia", completou o promotor.