Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

Suspeitos de ataques trabalharam no serviço de saúde britânico

Terça, 03 de Julho de 2007 às 15:07, por: CdB

Todos as pessoas presas por suspeita de envolvimento nos atentados frustrados em Londres e Glasgow trabalhavam ou já tinham trabalhado no serviço público de saúde da Grã-Bretanha, de acordo com informações apuradas pela BBC.

No total, oito suspeitos foram presos na Inglaterra, na Escócia e na Austrália. Todos trabalharam em hospitais do NHS, o sistema público de saúde britânico. Sete eram médicos ou estudantes de medicina e a única mulher detida já trabalhou como técnica de laboratório.

Outros dois homens foram presos em Blackburn, mas a polícia não confirmou ligação entre as duas prisões e a investigação sobre os atentados fracassados.

Os dois foram detidos em um distrito industrial e estão presos em uma delegacia de Lancashire sob suspeita de crimes pela Lei de Terrorismo de 2000.

Nesta terça-feira, milhares de passageiros que viajavam do Terminal 4 do Aeroporto de Heathrow, em Londres, sofreram com atrasos depois que um pacote suspeito provocou um alerta de segurança no local.

A autoridade britânica do setor aéreo afirmou que o saguão de embarque foi parcialmente evacuado e os passageiros que iriam partir do terminal foram revistados novamente, o que gerou cancelamentos e atrasos.

Escócia

Um dos suspeitos permanece internado em um hospital depois do ataque em Glasgow. Ele foi idenficado como Khalid Ahmed e é apontado como médico.

Ahmed, que foi detido no aeroporto de Glasgow junto com o médico iraquiano Bilal Abdullah, sofreu graves queimaduras e permanece em estado crítico, sob guarda policial, no hospital Royal Alexandra.

Outros dois homens, com 25 e 28 anos de idade, foram presos em acomodações do mesmo hospital, onde Abdullah trabalhava. O médico iraquiano e os dois detidos foram entregues à polícia de Londres.

Marwah Dana Asha, a única mulher entre os detidos, de 27 anos, teria trabalhado como técnica de laboratório em um hospital do NHS em Shrewsbury.

Ela foi presa com o marido, o médico Mohammed Asha, de 26 anos, que trabalhou no Hospital da Universidade de North Staffordshire.

Austrália

O outro suspeito preso na Grã-Bretanha foi identificado como Sabeel Ahmed, de 26 anos. Ele teria estudado medicina na Índia, na mesma universidade freqüentada por outro suspeito, preso na Austrália.

A imprensa australiana identificou o homem preso no aeroporto de Brisbane como o médico Mohammed Haneef, de 27 anos.

Haneef, que trabalhava na cidade de Cheshire, foi detido quando tentava embarcar em um avião para a Índia, com uma passagem só de ida. Um segundo médico também está sendo interrogado na Austrália.

O primeiro-ministro australiano, John Howard, afirmou que a polícia do país fez a prisão seguindo informações das autoridades britânicas.

A polícia australiana executou mandados de busca no Hospital Gold Coast, em Southport, onde o médico detido trabalhava, e em outros locais.

Segundo as autoridades australianas, o homem detido e o médico estão sendo interrogados pela polícia. Os dois teriam morado em Liverpool antes de trabalhar na Austrália.
 

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