Durante uma coletiva de imprensa em Moscou, Lugovoy, que é o principal suspeito no caso, negou novamente a acusação e disse que está servindo de "bode expiatório".
O ex-espião disse que o MI6 havia recrutado Litvinenko e ele próprio para reunirem informações sobre o presidente russo, Vladmir Putin.
"Mesmo que (o MI6) não tenha agido sozinho (na morte de Litvinenko), a situação estava sob seu controle ou conveniência", afirmou Andrei Lugovoy, acrescentando que tem provas da acusação, mas sem dar detalhes.
Na semana passada, a Grã-Bretanha pediu a extradição de Lugovoy, o que foi negado pela Rússia. O governo de Moscou alega que a Constituição do país não permite extraditar cidadãos russos.
Espionagem
Além dos agentes secretos britânicos, o ex-espião da KGB também acusou a máfia russa e o magnata Boris Berezovsky de estarem por trás do assassinato de Litvinenko. O ex-agente russo morreu de envenenamento por polônio-210, uma substância altamente radioativa.
O magnata russo Boris Berezovsky, que mora como exilado na Grã-Bretanha, sempre negou envolvimento na morte de Litvinenko.
"Os principais atores, no entanto, são os agentes britânicos", reforçou o ex-agente.
Lugovoy contou como foi abordado para atuar como agente secreto para o MI6.
"Eles me pediram abertamente para reunir qualquer informação comprometedora sobre o presidente Putin ou sobre membros de sua família".
Andrei Lugovoy disse ter sido inicialmente orientado a investigar "informações econômicas" sobre Putin, mas ao receber grandes somas de dinheiro, se deu conta de que na verdade teria que ir mais fundo nas investigações.
O ex-agente repetiu que nunca teve motivos para matar Litvinenko. "Sacha (Litvinenko) não era meu inimigo. Eu não me importava com o que ele estava fazendo ou com os livros que estava escrevendo", disse Lugovoy.