Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Suspeito de chefiar esquema de venda ilegal de ingressos da Copa é solto

O Plantão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou na madrugada desta terça-feira a soltura do diretor da empresa Match Hospitality, Raymond Whelan. O pedido de libertação de Whelan foi feito por seus advogados e aceito pela desembargadora do plantão, Marília Castro Neves Vieira. Ele é suspeito de chefiar esquema de venda ilegal de ingressos dos jogos da Copa do Mundo.

Terça, 08 de Julho de 2014 às 06:46, por: CdB
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Raymond Whelan, suspeito de chefiar esquema de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo
O Plantão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou na madrugada desta terça-feira a soltura do diretor da empresa Match Hospitality, Raymond Whelan. O pedido de libertação de Whelan foi feito por seus advogados e aceito pela desembargadora do plantão, Marília Castro Neves Vieira. Ele é suspeito de chefiar esquema de venda ilegal de ingressos dos jogos da Copa do Mundo. O britânico havia sido preso nesta segunda pela Polícia Civil. A polícia acredita que ele tenha ligação com o argelino Lamine Fofana, preso na semana passada, junto com dez brasileiros, na Operação Jules Rimet. O grupo é suspeito de revender ingressos por preço acima do impresso no bilhete, o que é proibido pelo Estatuto do Torcedor. Antes da prisão de Whelan, na tarde desta segunda, no hotel Copacabana Palace, a Match Hospitality, empresa que tem direitos exclusivos para a venda de pacotes de ingressos e hospitalidade (que inclui serviços como estacionamento, acesso a áreas especiais nos estádios) para a Copa 2014, havia informado que está colaborando com as investigações. A Match Hospitality também informou ter cancelado os ingressos da empresa de Fofana, Atlanta Sportif, por quebra de contrato, já que ele teria revendido ingressos, e bloqueado os pacotes de outras três empresas, cujos ingressos foram encontrados nas mãos do argelino. Sobrinho de Blatter  O delegado responsável  pelo caso da máfia dos ingressos,  afirmou que pode chamar para depor Phillipe Blatter, é um dos sócios da Match e sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter. "Não descartamos a possibilidade de chamar Phillip Blatter para prestar depoimento", disse Fabio Barucke, delegado titular da 18ª DP. Há suspeitas de que os envolvidos vendiam ingressos de cortesia dados pela Fifa a ONGs, federações e jogadores a preços que poderiam chegar a até R$ 35 mil. A polícia já apreendeu ingressos, máquinas de cartão de crédito, dinheiro e computadores, 12 pessoas já foram presas. Segundo o inquérito, o grupo teria atuado em quatro Copas e poderia ter levantado até R$ 200 milhões por torneio. Em comunicado, a FIFA disse que continua colaborando plenamente com as autoridades locais e fornecerá todos os detalhes solicitados para auxiliar nesta investigação em andamento. - A FIFA gostaria de reiterar a sua posição firme contra qualquer forma de violação da lei criminal e dos regulamentos de emissão de ingressos. A FIFA está apoiando totalmente as autoridades de segurança nos nossos esforços conjuntos para reprimir todas as vendas de ingressos não autorizadas - informa o órgão.
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