Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

SUS garante 38% do acesso das mulheres a medicamentos

O acesso das mulheres em idade fértil a medicamentos para as doenças que mais as atingem ainda é feito mais por farmácias comerciais do que pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), divulgada na última quinta-feira. (Leia mais)

Sexta, 04 de Julho de 2008 às 12:11, por: CdB

O acesso das mulheres em idade fértil a medicamentos para as doenças que mais as atingem ainda é feito mais por farmácias comerciais do que pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), divulgada na última quinta-feira.

Essas mulheres são atingidas principalmente por anemia, artrite/reumatismo, vaginite/vulvo vaginite, depressão/ansiedade/insônia, bronquite/asma, diabetes e hipertensão.

O SUS é responsável, em média, por 38,1% do acesso dessas mulheres a medicamentos. Já a rede comercial de farmácias responde por 52,7% da cobertura de remédios, em média.

Apesar de reconhecer o que chamou de “problemas eventuais”, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que nos últimos anos “houve um aumento robusto no acesso a medicamentos”, principalmente aos contraceptivos.

Segundo Temporão, a venda de medicamentos anticoncepcionais nas farmácias populares – com subsídios de até 90% – garantiu o acesso de 250 mil mulheres aos contraceptivos. Entre 1996 e 2006, o percentual de mulheres que recorrem ao SUS para adquirir contraceptivos saltou de 7,8% para 21,3%.

- Estamos no caminho certo, as políticas de saúde só não se ampliam mais porque perdemos a CPMF em dezembro - apontou.

Apesar de a falta completa de acesso a medicamentos ser baixa – SUS e farmácias comerciais oferecem de 89,4% a 95,8% dos medicamentos para essas doenças – as mulheres que não se tratam justificam, geralmente, que não o fazem por falta do remédio no SUS.

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