A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realizou, na terça-feira, audiência pública para discutir o surto de dengue na cidade do Rio, na Baixada Fluminense e no Norte do Estado. Os deputados também vão debater os riscos de a doença avançar para outros municípios fluminenses e outros estados.
Foram convidados, entre outros, o coordenador-geral do Programa Nacional de Controle da Dengue da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Giovanini Evelim Coelho; o representante da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) José Cerbino Neto; o secretário municipal de Saúde do Rio, Jacob Kligerman; o superintendente de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Rio, Victor Berbara; e a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Nova Iguaçu, Virginia Serqueira Moreira.
Crianças
A incidência de dengue entre crianças diminuiu nas duas últimas semanas na capital fluminense e está em um caso para cada ocorrência entre adultos. Antes, a porcentagem era de sete crianças para cada adulto, segundo informou nesta segunda-feira o secretário municipal de Saúde, Jacob Kligerman, ao participar do simpósio Dengue no Município do Rio de Janeiro. O encontro discute estratégias de combate e prevenção à dengue, inclusive para o ano que vem.
Segundo Jacob Kligerman, a secretaria está avaliando as medidas adotadas em alguns bairros, como Jacarepaguá, na zona oeste, que registra o maior número de casos.
- O que aconteceu no bairro é uma incógnita. Investimos muito nele com medidas de prevenção à dengue, inclusive ele foi palco de várias competições dos Jogos Pan-Americanos.
Só neste ano, já foram registrados mais de 110 mil casos de dengue no estado do Rio, sendo 60 mil na capital. Noventa e cinco pessoas morreram vítimas da doença no estado e 58 na capital.