Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Alberto Menezes Direito negou o pedido de adiamento do depoimento do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. Assim, Protógenes terá que comparecer à Câmara para depor na Comissão Parlamentar das Escutas Telefônicas Clandestinas a CPI do Grampo, como testemunha.
O delegado foi o responsável pelas investigações da Operação Satiagraha. O advogado de Protógenes, Renato Andrade, entrou na véspera com o mandado de segurança pedindo uma liminar para adiar o depoimento, sob a justificativa de que o delegado está fazendo um curso de aperfeiçoamento na Academia de Polícia Federal e não são admitidas faltas. Segundo a petição, o solicitante queria que fosse reconhecido o direito "em ser ouvido em oportunidade diversa, depois de concluir o curso de formação a que está sendo submetido na Academia Nacional de Polícia".
O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) disse ainda que poderia realizar sessão secreta para ouvir Protógenes nesta quarta-feira, uma vez que o delegado não se mostrou disposto a revelar publicamente detalhes da operação, pois o inquérito tramita em segredo de Justiça. A Operação Satiagraha, da PF, que investigou crimes financeiros levando à prisão o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas, entre outros suspeitos de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.