Rio de Janeiro, 16 de Fevereiro de 2026

SuperVia demite maquinista e controlador e sindicato faz greve

A SuperVia, concessionária que opera trens no Rio, decidiu demitir os dois funcionários considerados culpados pelo acidente entre dois trens, em Austin, na Baixada Fluminense, no último dia 30. Oito pessoas morreram e 101 ficaram feridas no choque.

Quarta, 12 de Setembro de 2007 às 07:16, por: CdB

A SuperVia, concessionária que opera trens no Rio, decidiu demitir os dois funcionários considerados culpados pelo acidente entre dois trens, em Austin, na Baixada Fluminense, no último dia 30. Oito pessoas morreram e 101 ficaram feridas no choque. O sindicato dos ferroviários do Rio reagiu prontamente e vai decidir na assembléia desta quarta-feira de quanto tempo será a paralisação por melhores condições de trabalho.

Após divulgar o laudo conclusivo, a empresa informou que o controlador Edson Assumpção Filho, e o maquinista Norival Ribeiro Nascimento serão demitidos por justa causa por terem infringido normas operacionais.

De acordo com o diretor operacional da SuperVia, João Gouveia, os funcionários cometeram uma seqüência de cinco erros e não se comunicaram corretamente no trecho entre a estação de Comendador Soares e o local do acidente. Essa é uma das conclusões da comissão interna que investigou o caso.

Na terça-feira, o advogado do maquinista Norival, que conduzia o trem de passageiros afirmou que o laudo da comissão técnica da SuperVia é "tendencioso". Segundo Leonardo Machado, o documento foi elaborado exclusivamente pela SuperVia. 
 
Sindicato anuncia paralisação contra demissão

Com a notícia da demissão de Edson e Norival, o sindicato dos ferroviários do Rio anunciou a paralisação por melhores condições de trabalho. — É uma greve sem motivos econômicos. Uma greve pela vida dos trabalhadores e dos usuários — disse o presidente do sindicato Valdir Lemos.

Segundo Lemos, uma assembléia vai ser realizada nesta quarta-feira, às 18h, para que a categoria decida de quanto tempo será a paralisação.

Polícia ignora laudo da SuperVia e aguarda o do ICCE

O laudo da SuperVia que serviu de base para a demissão por justa causa do maquinista e do controlador envolvidos no acidente de trem  não foi suficiente para convencer a polícia.

— Só vou indiciar quem quer que seja quando o laudo oficial do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) ficar pronto — afirmou o delegado Fábio Pacífico, da 58ª DP (Posse), que espera que o documento fique pronto até o fim do mês.


Indenizações começam a ser decididas

Ainda de acordo com a SuperVia, seis acordos de indenizações já foram concluídos. Um de uma das vítimas fatais e cinco de acidentados. O valor, no entanto, não foi divulgado. A equipe de assistência médica e social da empresa permanece acompanhando os cinco acidentados que ainda estão internados em hospitais particulares.

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