Marte teve água fluindo por sua superfície. De acordo com cientistas, as evidências são cada vez mais claras, como a apresentada por um estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.
Através do jipe robotizado Opportunity, que colheu dados na cratera Vitória, próxima ao equador marciano, pesquisadores identificaram uma região inteira no planeta que foi formada pela água.
O estudo mostra que o padrão de camadas sedimentares na cratera é característico da formação pela ação da água e é semelhante ao encontrado em outras crateras a cerca de 6 quilômetros ao norte. A água teria ajudado na formação da região que envolve as crateras.
Pesquisadores do Departamento de Astronomia da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, analisaram as paredes da cratera Vitória, que tem cerca de 750 metros de diâmetro e 75 metros de profundidade, e caracterizaram o impacto do asteroide que a criou.
O estudo identificou que as camadas nas paredes da cratera apontam evidências de antigas dunas, algumas são comparáveis em escala com as depositadas no oeste dos Estados Unidos entre 200 milhões e 146 milhões de anos atrás, durante o período Jurássico.
O mesmo fluxo de água que formou as crateras ao norte também foi responsável pela cratera Vitória. A água cobriu toda uma extensa área, não apenas partes dela.