O setor público consolidado do Brasil registrou em junho um superávit primário de R$ 10,444 bilhões. Em igual mês do ano passado, o superávit tinha sido de R$ 9,623 bilhões, informou o Banco Central nesta quarta-feira. Em 12 meses encerrados em junho, o superávit primário acumulado correspondeu a 4,51% do Produto Interno Bruto (PIB) - acima da meta fiscal de 4,25% do PIB estipulada para este ano.
Em junho, todas as esferas do setor público apresentaram superávit em suas contas. O governo central contribuiu com R$ 6,877 bilhões; os Estados e municípios, com R$ 1,472 bilhão; e as empresas estatais, com R$ 2,095 bilhões. O resultado primário de junho foi insuficiente para cobrir as despesas com juros, o que gerou um déficit nominal nas contas públicas brasileiras de R$ 6,991 bilhões no mês. As despesas com juros em junho somaram R$ 17,435 bilhões.
No primeiro semestre do ano, o superávit acumulado foi de R$ 57,154 bilhões, ante R$ 59,950 bilhões apurados no mesmo período de 2005. O governo central apurou na primeira metade do ano um resultado primário superavitário em R$ 38,531 bilhões, enquanto os Estados e municípios acumularam um saldo positivo de R$ 11,557 bilhões. As empresas estatais, por sua vez, fecharam o semestre com um superávit primário de R$ 7,066 bilhões.
O BC divulgou ainda que a dívida líquida total do setor público ficou em 50,3% do PIB, frente a 50,6% do PIB em maio.