Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 2026

Superávit nas exportações cai, mas investimentos crescem

O superávit nas transações correntes do Brasil com o restante do mundo caiu em março, como esperado, mas os investimentos estrangeiros diretos atingiram patamar recorde para o período. (Leia Mais)

Terça, 24 de Abril de 2007 às 09:50, por: CdB

O superávit nas transações correntes do Brasil com o restante do mundo caiu em março, como esperado, mas os investimentos estrangeiros diretos atingiram patamar recorde para o período. O Banco Central informou, nesta terça-feira que, no mês passado, a conta corrente registrou superávit de US$ 817 milhões, uma queda frente ao saldo positivo de US$ 1,281 bilhão de março do ano passado mas praticamente em linha com o esperado pelo mercado financeiro.

Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters estimavam superávit de US$ 810 milhões em conta corrente. Ao mesmo tempo, o país registrou um aumento de 70,5% no volume de investimentos estrangeiros diretos ingressados no país. De acordo com os dados do Departamento Econômico (Depec) do BC, esses investimentos somaram US$ 2,778 bilhões, o maior volume já registrado pelo Banco Central em meses de março.

Segundo o chefe do Depec, Altamir Lopes, esses investimentos devem somar 2 bilhões de dólares em abril, período em que o país deverá apurar um superávit em transações correntes de US$ 1,4 bilhão. Em 12 meses até março, o superávit em conta corrente acumulado corresponde a 1,23% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em fevereiro, no mesmo tipo de comparação, a relação era de 1,28% do PIB.

Em março, o Banco Central fez compras líquidas de US$ 8,3 bilhões no mercado doméstico de câmbio. A manutenção da política ,que também permite reduzir o ritmo de valorização do real, fez com que as reservas internacionais fechassem o mês em US$ 110 bilhões. A dívida externa do país estimada para março atingiu US$ 175,89 bilhões.

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