Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

Superávit e exportações são recorde

O superávit comercial e as exportações brasileiras atingiram recordes em junho e as importações registraram a segunda melhor marca da história, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, nesta sexta-feira. (Leia Mais)

Sexta, 01 de Julho de 2005 às 15:59, por: CdB

O superávit comercial e as exportações brasileiras atingiram recordes em junho e as importações registraram a segunda melhor marca da história, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, nesta sexta-feira.

Os bons resultados ocorrem apesar de uma significativa apreciação do real e devem se manter no segundo semestre, encerrando o ano com cifras inéditas.

Furlan previu que as exportações crescerão 17 por cento em 2005 em relação a 2004, para 112 bilhões de dólares. O prognóstico para o saldo da balança é de um valor "acima de 35 bilhões de dólares".

- No segundo semestre é possível que o ritmo (de expansão) das importações seja maior que o das exportações, mas como a base de valor das exportações é maior, o superávit deve seguir bom.

As exportações em junho superaram pela primeira vez a marca de 10 bilhões de dólares, totalizando 10,207 bilhões. As vendas externas devem manter no segundo semestre uma média mensal de 10 bilhões de dólares.

As importações em junho somaram 6,176 bilhões de dólares, resultando em um superávit de 4,031 bilhões de dólares na balança comercial.

- Em junho, tivemos duas agradáveis marcas: as exportações ultrapassaram 10 bilhões de dólares pela primeira vez, e o saldo foi recorde... as importações também foram vigorosas, tendo a segunda melhor marca mensal e o melhor resultado para o mês de junho - afirmou Furlan a jornalistas.

- As importações e as exportações continuarão dinâmicas apesar do câmbio, que vem afetando alguns setores exportadores.

As vendas externas cresceram 4,4 por cento sobre junho de 2004 e ficaram estáveis ante maio, pela média diária. As importações aumentaram 6,6 por cento ante igual mês do ano passado e caíram 7,4 por cento contra maio, também pela média diária.

Analistas defendem que a ampliação de mercados para os quais o Brasil exporta e a vontade das empresas de não perder clientes vêem, entre outros motivos, contrabalançando o efeito do câmbio.

Além disso, Furlan lembrou que alguns segmentos estão se beneficiando com o real mais forte, sobretudo os que usam insumos importados.

O ministro afirmou ainda prever que mais da metade do crescimento econômico deste ano virá das exportações.

A corrente de comércio --exportações mais importações-- alcançou 16,383 bilhões de dólares em junho, outro recorde. No semestre, a corrente também foi a maior da série histórica, de 87,685 bilhões de dólares.

PRODUTOS E MERCADOS

As exportações de produtos manufaturados e semimanufaturados foram recordes para meses de junho, acrescentou o ministério.

Os destaques foram as vendas de fio-máquina de ferro/aço, aparelhos transmissores receptores, óleos combustíveis, veículos de carga, autopeças, ferro fundido e alumínio em bruto.

Por mercados compradores, as regiões que registraram os maiores aumentos na importação de produtos brasileiros foram, em termos percentuais, a Europa Oriental, África, Mercosul, Aladi--exceto Mercosul-- e Ásia.

- Pela primeira vez, em junho e no primeiro semestre, as exportações para a Aladi ultrapassaram as exportações para os Estados Unidos - disse Furlan.

Assim, a região é agora a segundo maior compradora de produtos brasileiros, atrás apenas da União Européia.

Pelo lado dos mercados fornecedores, as importações feitas pelo Brasil vieram principalmente dos Estados Unidos, Argentina, Alemanha e China.

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