Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Suíça vai enviar ao Brasil relatórios sobre contas de Maluf

As idas e vindas do caso das contas de Paulo Maluf na Suíça tiveram nesta terça-feira um capítulo favorável ao Minitério Público brasileiro. Os dados sobre a movimentação bancária do ex-prefeito de São Paulo naquele país serão enviados ao Brasil, abrindo a possibilidade para que os procuradores brasileiros possam desvendar a origem, a rota e o destino de seus recursos. O Tribunal Federal Suíço informou que rejeitou o recurso apresentado pelos advogados de Maluf, que tentavam impedir a liberação dos documentos para a Justiça brasileira. O Itamaraty vai receber os relatórios nas próximas semanas. (Leia Mais)

Quarta, 25 de Fevereiro de 2004 às 06:54, por: CdB

As idas e vindas do caso das contas de Paulo Maluf na Suíça tiveram nesta terça-feira um capítulo favorável ao Minitério Público brasileiro. Os dados sobre a movimentação bancária do ex-prefeito de São Paulo naquele país serão enviados ao Brasil, abrindo a possibilidade para que os procuradores brasileiros possam desvendar a origem, a rota e o destino de seus recursos. O Tribunal Federal Suíço informou que rejeitou o recurso apresentado pelos advogados de Maluf, que tentavam impedir a liberação dos documentos para a Justiça brasileira. O Itamaraty vai receber os relatórios nas próximas semanas.

O ex-prefeito nega a movimentação das contas, mas o MP Federal descobriu que ele teve contas no Citibank de Genebra entre 1985 e 1997. Quando o governo suíço mudou a lei para coibir a lavagem de dinheiro, Maluf transferiu seus recursos para a Ilha de Jersey - também paraíso fiscal na Europa.

Em 2001, o Brasil solicitou ajuda da Suíça para desvendar as movimentações bancárias de Maluf. O juiz de Genebra Claude Wenger ficou encarregado pela coleta de informações sobre o ex-prefeito e montou um dossiê com as informações sobre o político.

Para que o dossiê fosse entregue ao Brasil, porém, os procuradores do país precisariam provar que as suspeitas existentes contra o ex-prefeito estavam relacionadas com suas contas no exterior. Em meados do ano passado e depois de muito debate, Wenger decidiu liberar os documentos. Mas o processo foi interrompido pelos advogados de Maluf, que entraram com um primeiro recurso na corte suíça.

Golpe petista

Para piorar a situação do ex-prefeito, a prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) contratou um advogado na Suíça, o deputado socialista Christian Grobet, para ajudar a acompanhar o caso. Os advogados de Maluf perderam na primeira instância e, em dezembro, recorreram à Corte Suprema suíça para evitar de todas as formas o envio dos documentos. Com a decisão judicial desta terça, não cabe recurso aos defensores do politico brasileiro.

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