A partir de 1º de maio de 2004, a Suécia proibirá o casamento de menores de 18 anos, independentemente de sua nacionalidade, e também não reconhecerá os casamentos consumados por menores no exterior para evitar que os jovens sejam forçados a uniões que não querem por pressão de seus pais. O projeto de lei tem por objeto colocar freio ao costume habitual entre famílias provenientes da Turquia e do Oriente Médio de arranjar casamentos entre seus filhos e filhas menores de idade, inclusive até de 12 anos, com jovens de outras famílias do mesmo país de origem.
A proposta será apresentada nesta quinta-feira ao parlamento e conta com a maioria necessária para ser aprovada graças aos partidos da aliança parlamentar que apóiam o Governo social-democrata. Esta iniciativa é defendida hoje em um artigo de opinião no jornal Dagens Nyheter, tanto pelo ministro da Justiça, Thomas Bodstroem, como por parlamentares dos partidos de Esquerda, Meio Ambiente e Social Democrata da Comissão de Assuntos Legais.
Segundo os defensores desta lei, ela visa a não privar os jovens do direito de decidirem sobre suas próprias vidas e a "proteger o direito das crianças à própria infância". "O direito inalienável de cada indivíduo de decidir, sem pressões, se deseja se casar e com quem deve ser protegido", coincidem os parlamentares.
Atualmente existe um limite de 18 anos para o casamento, mas a lei vigente permite exceções para jovens estrangeiros se a lei de seu país de origem permitir. Porém, com a nova lei se elimina a possibilidade de casamentos com consentimento dos pais.