Os ministros de Finanças da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) se reuniram nesta sexta-feira em Manila para concluir o projeto de integração econômica que busca a criação de um mercado comum de âmbito regional em 2015.
- Chegou o momento de colocar em prática o projeto - afirmou Peter Favila, secretário de Comércio filipino e anfitrião do encontro.
A princípio, a Asean tinha como objetivo criar um mercado comum em 2020, embora, após a crise financeira de dez anos atrás, tenha decidido antecipá-lo para 2015 nos seis países mais avançados do grupo - Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia, Tailândia e Cingapura. Camboja, Laos, Mianmar e Vietnã, apontadas como as economias mais atrasadas, se unirão em 2020.
O processo de integração regional, que inclui uma gradual queda das tarifas, é freqüentemente obstruído pelas medidas protecionistas que os países-membros aplicam a certos produtos que consideram sensíveis para sua economia.
Durante os três dias de consultas, a portas fechadas, os dez ministros analisarão também a proposta de paralisar o plano inicial da Asean de ampliar o número de acordos bilaterais de livre-comércio. Favila afirmou em entrevista coletiva que a Asean, atualmente envolvida em negociações com a União Européia, nota a carência de recursos humanos e materiais para negociar novos tratados de livre-comércio.
Além do pacto com a União Européia, a Asean negocia outros acordos similares com China, Austrália, e Japão, enquanto tenta desbloquear o processo de assinatura de um tratado de livre-comércio com a Índia, segundo explicou Ong Keg Yong, secretário-geral do grupo regional.
Segundo um relatório publicado na quinta-feira, as economias da Asean receberam em 2007 um investimento direto estrangeiro no valor de US$ 52,4 bilhões. O valor do investimento estrangeiro realizado no ano passado nos dez países da Asean foi 28% maior que em 2005, quando totalizou US$ 41 bilhões.