O Governo do Sudão diminuiu, nesta quarta-feira, a importância da resolução do Conselho de Segurança da ONU que dá Cartum um prazo de cinco dias para aceitar a entrada de especialistas com o objetivo de preparar o terreno para um futuro envio de tropas a Darfur.
- Esta resolução não é nova e não nos assusta - disse o chefe da delegação do Governo para as negociações de paz com os rebeldes de Darfur, região do oeste do país.
O Conselho de Segurança pretende enviar tropas de pacificação para substituir os sete mil oficiais da União Africana (UA) presentes na região desde o ano passado, decisão a qual o Governo sudanês já se opôs em outras ocasiões.
A resolução da ONU prevê uma série de medidas de pressão contra o Governo do Sudão caso suas exigências não sejam cumpridas, como a restrição dos deslocamentos de autoridades sudanesas e o congelamento dos bens de quem dificultar as atividades da missão.
O conflito de Darfur explodiu em fevereiro de 2003 quando o Movimento Sudanês de Libertação e o Movimento Justiça e Igualdade pegaram em armas para protestar contra a pobreza e a marginalização da região e reivindicar o controle dos recursos naturais.
Cerca de 200 mil pessoas morreram desde então e dois milhões de sudaneses foram obrigados a abandonar suas casas e se abrigarem em campos de refugiados no Sudão e no Chade, o que, segundo a ONU, constitui um dos piores desastres humanitários deste século.
Sudão diminui importância da resolução da ONU
Quarta, 17 de Maio de 2006 às 08:47, por: CdB