Diferentemente da Câmara dos Deputados, onde a presidência da Casa é disputada por cinco candidatos, no Senado, a sucessão do presidente José Sarney (PMDB-AP) ocorre dentro do respeito aos princípios da proporcionalidade partidária e da negociação. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) terá seu nome homologado pelo partido, nos próximos dias, para suceder Sarney na presidência da Casa. O PMDB, com 22 parlamentares, tem a maior bancada no Senado.
Ao PFL, com 17 senadores, caberá a segunda escolha para a Mesa Diretora, no caso, a primeira secretaria. Dois senadores do partido pleiteiam o cargo: Edison Lobão (MA) e Efraim Moraes (PB). Um acordo entre o PT e o PSDB deve garantir ao PT a indicação para a primeira vice-presidência. Hoje o cargo é ocupado por Paulo Paim (PT-RS), que deve dar lugar ao companheiro de bancada Tião Viana (AC).
A Mesa Diretora também é composta pela segunda vice-presidência, segunda secretaria, terceira secretaria e quarta secretaria, além de quatro suplências. O regimento do Senado difere do regimento da Câmara quanto ao processo de votação. Enquanto para a eleição do presidente da Câmara se exige presença de dois terços dos 513 deputados, o presidente do Senado pode ser
eleito com a presença de 42 dos 81 senadores, ou seja, maioria simples.
O regimento do Senado também prevê que qualquer senador pode lançar-se candidato a um dos cargos da Mesa. No entanto, a tradição tem determinado a representação proporcional dos partidos no processo de escolha. O mesmo acontece com a presidência das comissões permanentes.
As comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Constituição e Justiça (CCJ), consideradas as mais importantes do Senado, ficarão com o PMDB e PFL, respectivamente. O PMDB ainda não anunciou o nome que indicará para a CAE. No PFL, o indicado para a presidência da CCJ
deve ser o senador Antônio Carlos Magalhães (BA).
O PT deve indicar o presidente da Comissão de Relação Exteriores e Defesa Nacional. Um dos mais cotados para o cargo é o senador Cristóvam Buarque (DF). No entanto, segundo a assessoria da liderança do PT no Senado, o nome dos representantes do partido na Mesa Diretora e na Comissão de Relações Exteriores só será ratificado no dia 14 de fevereiro, numa reunião da bancada que também elegerá Dulcídio Amaral como novo líder do partido na Casa.
Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026
Edições digital e impressa