Sucessão de Kassab domina os bastidores políticos
Foi dada a largada para a sucessão na Prefeitura de São Paulo. Notícias desta quarta-feira registram que a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), e o ex-governador do estado Geraldo Alckmin (PSDB) jpa admitem o desejo de suceder a Gilberto Kassab (DEM) no comando da maior cidade do país. Kassab não deixa por menos:
Tanto Marta quanto Alckmin querem que seus partidos se unam em torno de suas candidaturas. No PT, o presidente reeleito, Ricardo Berzoini, defende o nome de Marta sem necessidade de prévias no partido. No PSDB o comando tucano vive o dilema de como lidar com a disputa sem minar a aliança com o DEM de Kassab. Para o prefeito, a reeleição é natural "ainda mais para um administrador bem avaliado".
As primeiras pesquisas reforçam a polarização entre PSDB e PT. Segundo o Ibope, num cenário que inclui Marta, Alckmin e Kassab, a petista sai na frente, com 27% das intenções de voto, contra 24% para o tucano e 12% para o prefeito. Já no segundo turno, Alckmin venceria a disputa com Marta: 50% a 38%. Com Kassab, a diferença de Alckmin aumenta: 56% a 22%.
No PSDB, até que conflitos internos sejam diluídos, Alckmin é pré-candidato. Publicamente, ele desconversa, mas a amigos dá sinais claros de que colocará a campanha na rua após o carnaval.
O governador José Serra estaria por trás dessa articulação contra a candidatura de Alckmin, reeditando o clima da eleição de 2006, quando os dois disputaram a vaga de candidato do partido à Presidência. Possível candidato à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, Serra teme perder o apoio do DEM, caso o PSDB insista em jogar Kassab para escanteio.
Sucessão em São Paulo já movimenta partidos
Quarta, 02 de Janeiro de 2008 às 12:17, por: CdB