Com cerca de 135 milhões de reais em caixa depois do lançamento de ações na Bolsa de Valores de São Paulo, nesta quarta-feira, o site de comércio eletrônico Submarino foca em expansão e fala em voltar a atuar fora do país.
- Pensando num futuro mais longo, 3 anos, pode ser opção da empresa buscar expansão internacional - afirmou o presidente do varejista online, Flavio Jansen, em evento na bolsa paulista, sem especificar quais países poderiam estar na mira da empresa.
A companhia chegou a ter presença em cinco países, mas desde meados de 2001 concentrou seus negócios no Brasil.
Apesar dos planos futuros, por enquanto, a expansão internacional:
- Não é uma prioridade da empresa. O crescimento do mercado brasileiro é muito grande e os mercados ainda não estão desenvolvidos - completou Jansen.
O Submarino levantou cerca de 472,9 milhões de reais com a abertura de capital, valor que ainda pode ser elevado para 543,9 milhões de reais caso seja exercida a opção de lote adicional. A maioria dos recursos, cerca de 70%, vai para o bolso dos acionistas. O restante será usado para pagamento de dívidas, capital de giro e investimentos.
- O motivo da gente estar abrindo capital são dois: captar recursos para continuar financiando o crescimento do Submarino, e oferecer liquidez aos acionistas, que são em grande parte fundos de private equity - explicou o presidente da companhia.
Jansen afirmou ainda que o Submarino tem previsto para os próximos 3 anos investimentos em torno de 25 milhões de reais.
- Parte dos recursos serão usados em tecnologia, parte na automação de um novo depósito (em São Paulo).
Com o lançamento de ações, 5 % da empresa ficou nas mãos do varejo, cerca de 46% em poder de investidores institucionais e pouco menos de 48 por cento com acionistas, cuja venda da participação foi feita proporcionalmente, segundo a companhia. Essas cifras consideram o exercício do lote adicional.
Questionado se existem empresas interessadas na compra do site, Jansen afirmou:
- Não que temos conhecimento.
O Submarino foi criado em junho de 1999 pela compra da loja online de livros BookNet por um grupo de empreendedores, com a GP Investimentos na liderança - que após a operação passou a deter 28 por cento da companhia.
Em 2004, o Submarino teve lucro de 6,39 milhões de reais e faturamento de 361 milhões de reais, após 4 anos de prejuízo. A companhia afirma que no ano passado detinha 20,6% de participação no comércio eletrônico do Brasil.
Na tarde desta quarta-feira as ações da estreante subiam 2,4%, cotadas a 22,15 reais, enquanto o principal indicador da Bovespa avançava 2,24%.
Submarino admite chance de expansão internacional em 3 anos
Quarta, 30 de Março de 2005 às 12:59, por: CdB