Subestação da margem direita de Itaipu já recebe metade da energia
Toda energia gerada pelo sistema de 50 Hz da Itaipu agora passa pela subestação antes de atender o Brasil e o Paraguai. A medida garante mais confiabilidade ao sistema elétrico dos dois países. Metade da energia produzida pela Itaipu passa agora pela subestação da margem direita (Semd), informou o diretor técnico executivo de Itaipu e diretor-geral brasileiro em exercício, Airton Langaro Dipp.
A transmissão da energia até os centros de consumo é de responsabilidade de Furnas Centrais Elétricas
Toda energia gerada pelo sistema de 50 Hz da Itaipu agora passa pela subestação antes de atender o Brasil e o Paraguai. A medida garante mais confiabilidade ao sistema elétrico dos dois países. Metade da energia produzida pela Itaipu passa agora pela subestação da margem direita (Semd), informou o diretor técnico executivo de Itaipu e diretor-geral brasileiro em exercício, Airton Langaro Dipp. .
Desde o dia 14 de setembro, toda energia gerada pelo sistema de 50 Hz da binacional segue este caminho, antes de atender o Brasil e o Paraguai. A medida garante mais confiabilidade ao sistema elétrico brasileiro e paraguaio. A mudança ocorreu com o término da mudança de direção (seccionamento) de duas linhas de transmissão, que agora passam pela Semd.
Para receber a nova estrutura, a subestação quase dobrou de tamanho e de números de equipamentos. Com a alteração, a Semd pode receber 50% da capacidade total instalada da usina, ou seja, 7.000 megawatts.
- Com a conclusão das obras de seccionamento das linhas de transmissão na Semd, o espírito binacional da Itaipu fica consolidado - disse Airton Langaro Dipp.
Até então, segundo ele, duas das quatro linhas de transmissão do sistema de 50 Hz de Itaipu iam diretamente para a subestação de Furnas, em Foz do Iguaçu, passando ao lado da subestação da margem direita. Agora, todas as quatro linhas passam pela Semd, e depois seguem para a subestação de Furnas, totalizando quatro linhas conectadas ao Brasil em 50 Hz. Da mesma forma, da Semd seguem para o Paraguai quatro linhas de 220 kV e uma de 500 kV (o linhão interligado à Villa Hayes, inaugurado há um ano).
A transmissão da energia até os centros de consumo é de responsabilidade de Furnas Centrais Elétricas, no Brasil, e Administración Nacional de Eletricidad (Ande), no Paraguai. A mudança não alterou quanto cada país consome hoje de Itaipu, mas torna a energia imediatamente disponível para o Paraguai. Atualmente, a demanda do sistema elétrico paraguaio em horário de pico chega a 2.700 MW – equivalente a 38% da capacidade da Semd (de 7.000 MW). Mas a previsão é que o país aumente seu consumo interno cada vez mais, impulsionado pelo crescimento econômico.
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