Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do 16º BPM (Olaria) reforçaram o policiamento durante a madrugada desta sexta-feira na Vila Cruzeiro e no Parque Proletário, no subúrbio da Penha na Zona Norte do Rio em busca dos marginais que realizaram os ataques que culminaram na morte do subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro.
O tenente Leidson Acácio Alves morreu depois de ser baleado na cabeça no Parque Proletário
Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do 16º BPM (Olaria) reforçaram o policiamento durante a madrugada desta sexta-feira na Vila Cruzeiro e no Parque Proletário, no subúrbio da Penha na Zona Norte do Rio em busca dos marginais que realizaram os ataques que culminaram na morte do subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro, tenente Leidson Acácio Alves, de 27 anos, durante emboscada armada por bandidos no fim da noite desta quinta-feira. A Divisão de Homicídios (DH) assumiu as investigações e vai realizar uma perícia no local do confronto na manhã desta sexta-feira.
O tenente Leidson Acácio Alves morreu depois de ser baleado na cabeça no Parque Proletário. De acordo com policiais militares que faziam o patrulhamento da região, bandidos fizeram quatro ataques a PM em pontos distintos do local. Em um deles, na Rua 10, o tenente foi atingido na testa. Ele chegou a ser levado para o Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos
Ele é o 18º PM morto este ano no Rio, o 11º desde a implantação das UPPs em 2008 e o quarto lotado nas unidades na primeira quinzena de março. Um contêiner da UPP também foi alvo de disparos.
Segundo os policiais, os ataques começaram por volta de 22h30m. Em um deles, Leidson e mais sete policiais participavam de uma incursão no alto da comunidade, onde foram surpreendidos por um grupo de bandidos na Rua 10. Também foram registrados ataques na Rua 12 e no contêiner da UPP do Parque Proletário.
Drogas e munições
Policiais civis fluminenses prenderam nesta sexta-feira 18 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que trazia drogas e munições da cidade paranaense de Foz do Iguaçu para as favelas do Rio. Os mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas duas cidades e em Curitiba (PR).
De acordo com as investigações, que duraram quatro meses, a quadrilha traficava toneladas desses produtos ilegais. A coordenação da operação era feita de dentro de presídios, segundo a Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), do Rio de Janeiro.
Foz do Iguaçu está localizada no extremo-oeste do Paraná, na fronteira com a Argentina e o Paraguai, país onde há plantações de maconha e que é usado por contrabandistas como entreposto de cocaína, armas e munições. A cidade brasileira é separada da paraguaia Ciudad del Este por uma ponte e pelo Rio Paraná.
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