Faltade políticas governamentais de atenção e prevenção ao HIV/Aids e insuficiênciade estudos sobre a epidemia são, segundo Stop HIV, dois dos principais motivospara o aumento do vírus na Venezuela. Em comunicado divulgado hoje (28), aentidade alerta para a falta de participação das organizações no "PlanoEstratégico Nacional para a atenção ao HIV”.
Estimativasdo Relatório Nacional sobre os avanços na implementação da Declaração deCompromissos sobre HIV/Aids (2001) e Declaração Política do HIV (2006) apontamque atualmente cerca de 161.500 pessoas vivem com HIV no país. Dessas, somente37.827 recebem tratamento antirretroviral pelo Ministério da Saúde.
StopHIV e outras organizações não governamentais que atuam na prevenção e atençãoao HIV/Aids no país denunciam a "pouca pluralidade” nas discussões do Plano quedefinirá as políticas relacionadas ao HIV até 2015. De acordo com a entidade,atualmente o Plano está em fase de discussão e análise, etapa marcada pelapouca participação de pessoas que trabalham com a temática.
"Organizaçõesde atenção às pessoas com HIV denunciam que, se bem que nas discussões deveriamparticipar todos os entes envolvidos para contar com a pluralidade deoposições, as discussões se limitaram a um ‘minúsculo grupo’”, apresenta.
SegundoStop HIV, a maioria das organizações envolvidas com o assunto não foi convocadapara os debates do Plano. Jhonatan Rodríguez, presidente da entidade, revelaque, das 90 organizações que atuam na Venezuela, foram convocadas apenas duaspor rede.
Paraele, o Plano é de suma importância para a questão do HIV no país e, por isso,deveria ser discutido com a participação de todas as pessoas que trabalham naárea. "Creio que se faz indispensável pedir a todas as partes atores naelaboração do Plano Estratégico Nacional que respondam ao HIV na Venezuela, quereconheçam o HIV como tema de prioridade nacional que garanta um orçamentosincero e suficiente baseado na informação exata sobre a situação real daepidemia do HIV no país”, destaca.
Nocomunicado, Stop HIV ainda chama atenção para a necessidade de elaboração de umestudo epidemiológico com o número total e real de pessoas com HIV no país,além de atualizar a quantidade de pessoas que recebem o tratamentoantirretroviral e de analisar os programas de prevenção, assistência, atenção etratamento realizados no país por governo e sociedade civil. Segundo aorganização, não existe informação pública sobre o HIV segmentada por grupos,ou seja, dividida por faixas etárias, orientação sexual, gênero, pessoas comdeficiência e ocupação.
Paramais informações, acesse: http://www.stopvih.org