Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

Stop HIV alerta para pouca participação de organizações no Plano Estratégico para atenção ao vírus

Quinta, 28 de Julho de 2011 às 11:49, por: CdB

Faltade políticas governamentais de atenção e prevenção ao HIV/Aids e insuficiênciade estudos sobre a epidemia são, segundo Stop HIV, dois dos principais motivospara o aumento do vírus na Venezuela. Em comunicado divulgado hoje (28), aentidade alerta para a falta de participação das organizações no "PlanoEstratégico Nacional para a atenção ao HIV”.

Estimativasdo Relatório Nacional sobre os avanços na implementação da Declaração deCompromissos sobre HIV/Aids (2001) e Declaração Política do HIV (2006) apontamque atualmente cerca de 161.500 pessoas vivem com HIV no país. Dessas, somente37.827 recebem tratamento antirretroviral pelo Ministério da Saúde.

StopHIV e outras organizações não governamentais que atuam na prevenção e atençãoao HIV/Aids no país denunciam a "pouca pluralidade” nas discussões do Plano quedefinirá as políticas relacionadas ao HIV até 2015. De acordo com a entidade,atualmente o Plano está em fase de discussão e análise, etapa marcada pelapouca participação de pessoas que trabalham com a temática.

"Organizaçõesde atenção às pessoas com HIV denunciam que, se bem que nas discussões deveriamparticipar todos os entes envolvidos para contar com a pluralidade deoposições, as discussões se limitaram a um ‘minúsculo grupo’”, apresenta.

SegundoStop HIV, a maioria das organizações envolvidas com o assunto não foi convocadapara os debates do Plano. Jhonatan Rodríguez, presidente da entidade, revelaque, das 90 organizações que atuam na Venezuela, foram convocadas apenas duaspor rede.

Paraele, o Plano é de suma importância para a questão do HIV no país e, por isso,deveria ser discutido com a participação de todas as pessoas que trabalham naárea. "Creio que se faz indispensável pedir a todas as partes atores naelaboração do Plano Estratégico Nacional que respondam ao HIV na Venezuela, quereconheçam o HIV como tema de prioridade nacional que garanta um orçamentosincero e suficiente baseado na informação exata sobre a situação real daepidemia do HIV no país”, destaca.

Nocomunicado, Stop HIV ainda chama atenção para a necessidade de elaboração de umestudo epidemiológico com o número total e real de pessoas com HIV no país,além de atualizar a quantidade de pessoas que recebem o tratamentoantirretroviral e de analisar os programas de prevenção, assistência, atenção etratamento realizados no país por governo e sociedade civil. Segundo aorganização, não existe informação pública sobre o HIV segmentada por grupos,ou seja, dividida por faixas etárias, orientação sexual, gênero, pessoas comdeficiência e ocupação.

Paramais informações, acesse: http://www.stopvih.org

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