Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

STJD afasta Romário por 120 dias

Quarta, 19 de Dezembro de 2007 às 06:38, por: CdB

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva condenou o atacante e técnico do Vasco, Romário a 120 dias de suspensão, por 3 votos a 2.
 
Flagrado no exame antidoping realizado após a partida entre Vasco e Palmeiras, em São Januário, no dia 28 de outubro, o Baixinho foi incurso no artigo 244 (ser flagrado comprovadamente dopado, dentro ou fora da partida, prova ou equivalente) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
 
Apesar dos esforços da defesa para ressaltar o passado de Romário e deixar claro que o uso não foi para benefício físico, a comissão disciplinar do STJD, presidida por Otávio Augusto Toledo, considerou o atacante-treinador culpado, mas ainda cabe recurso à decisão e esse deve ser o procedimento do departamento jurídico do clube.
 
 O caso de Romário foi comparado ao do lateral-esquerdo Marcão, do Internacional, suspenso por 120 dias depois que a mesma substância foi detectada em seu exame. Marcão cumpriu 65 dias e teve o restante da pena convertida em doação de cestas básicas.
 
O Baixinho não esteve presente à sessão do STJD, onde o Vasco foi representado por seus advogados, entre eles o vice-presidente jurídico, Paulo Reis, e pelo próprio presidente do clube, Eurico Miranda.
 
Os advogados do Vasco alegaram que Romário faz uso de medicamentos que contêm finasterida há muito tempo. O ex-supervisor da CBF Carlos Alberto Luz garantiu em seu depoimento que o Baixinho usa xampu contra queda de cabelos desde a Copa de 1994, época em que conheceu o camisa 11.
 
Segunda testemunha de defesa, o médico do Vasco Rafael Blum admitiu desconhecer que Romário tomava o remédio contra queda de cabelos, mas apontou uma anormalidade no exame do Baixinho.
 
A estratégia de defesa também levou em conta o passado de Romário. Para isso, foi exibido um vídeo com os mais importantes feitos da carreira do Baixinho, entre eles o gol 1.000, marcado contra o Sport, em maio deste ano e a primeira experiência do atacante como treinador, comandando o Vasco contra o América-MEX, na Copa Sul-Americana. O advogado do Vasco João Carlos Ferreira ressaltou que, em 24 anos de carreira, Romário teve conduta exemplar e jamais tomou nenhum tipo de substância para melhorar seu desempenho.
 
Como a finasterida, encontrada no exame de Romário, deixará de ser proibida em 2008, o relator Fabrício Dazzi, foi o primeiro a votar e absolveu o jogador. Acompanhando o relator, o terceiro editor, Otacílio Araújo, ressaltou que o Baixinho não usou a substância para benefício físico e também votou a favor do atacante.
 
No entanto, os auditores Wladimir Cassani e José Diniz relembraram outros casos, como os de Dodô, do Botafogo, e Marcão, do Internacional, e votaram por condenar Romário aos mesmos 120 dias de suspensão, deixando a decisão para o presidente da comissão, Otávio Augusto Toledo, que acompanhou a decisão, suspendendo o atleta.

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