Superior Tribunal de Justiça (STJ) está julgando o pedido de afastamento do ministro Paulo Medina, investigado pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. Em sessão extraordinária convocada pelo presidente do STJ, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, 31 dos 33 integrantes da corte também vão decidir se o tribunal vai abrir uma investigação administrativa para apurar o caso. O julgamento é secreto.
Nesta quarta-feira, Medina pediu afastamento do cargo e abertura de sindicância. Ele alegou não querer constranger o tribunal. Se o tribunal decidir abrir a investigação, a punição máxima prevista, caso sejam comprovadas as denúncias, é a aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais. Caso seja afastado temporariamente, até a conclusão da investigação, Medina continuará a receber salário de R$ 23,2 mil.
Virgílio Medina está preso no Rio de Janeiro. O advogado dele, Renato Tonini, afirmou que a versão de seu cliente vai ser apresentada no interrogatório ao qual será submetido nesta sexta-feira, no Rio.
Rio de Janeiro, 21 de Janeiro de 2026
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