O ministro Paulo Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a abertura de inquérito para apurar o suposto envolvimento do desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, José Maria Lucena, e também da mulher dele, Arivan Lucena, prefeita de Limoeiro do Norte, a 200 quilômetros de Fortaleza, no assassinato do radialista Nicanor Linhares, em 30 de junho do ano passado, dentro dos estúdios da Rádio Vale do Jaguaribe, onde Linhares foi morto com 11 tiros.
Além do pedido de abertura de inquérito, o ministro também solicitou a quebra do sigilo bancário e telefônico de José Maria Lucena, Arivan Lucena, do sargento do Exército Francisco Edésio de Almeida, Alexandre de Souza Queiroz, Edilson Santiago de Oliveira, Nirvanda Holanda Maia, Francisco Valdo Freitas de Lemos e também das contas da Prefeitura de Limoeiro do Norte durante o período de 1º de maio de 2003 a 31 de dezembro do mesmo ano.
A determinação do ministro do STJ foi embasada nas investigações feitas por inquérito conduzido pela subprocuradora geral da República, Cláudia Sampaio Marques, e também na apuração dos detalhes do crime feita pela polícia local com a supervisão do Ministério Público do Estado do Ceará. Diante das averiguações, apurou-se que o crime foi executado por dois pistoleiros: Francisco Lidenor de Jesus Moura Júnior e José Vanderley dos Santos Nogueira, auxiliados por Nilson Osterne Maia, Francisco José de Oliveira Maia e Otávio Viana de Lima.
Os investigadores também descobriram que a contratação dos pistoleiros foi feita pelo sargento do Exército e encarregado de Tiro de Guerra da cidade de Limoeiro do Norte, Francisco Edésio de Almeida, auxiliado por José Roberto dos Santos Nogueira e Cássio Santana de Souza, amigos do sargento.