Ministra do STF, Rosa Weber votou contra o parecer de Barbosa
Depois de votos dos ministros Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, que se declararam favoráveis aos embargos infringentes, a ministra Rosa Webber pronunciou um longo e rebuscado voto que ora parecia inclinar-se contra os embargos, ora indicava aceitá-los. Mas ao final, pedindo desculpas por não ter se declarado incialmente, ela votou com os ministros que divergiram do relator, ministro Joaquim Barbosa. Zzvascki afirmou, em seu voto, que "contrário senso não é a melhor maneira de preencher lacunas". Luís Barroso, o primeiro a votar após Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, esmiuçou o direito dos réus aos embargos infringentes e rebateu os argumentos em contrário ao sustentar que os instrumentos devem ser aceitos:
– Procurei a jurisprudência e não encontrei nenhuma manifestação, antes de hoje, contra esses embargos.
Joaquim Barbosa, visivelmente afetado, falou após o voto, mas Barroso foi veemente na defesa do que prevê o regimento interno do STF, "uma vez que a Lei 8.038, de 1990 não faz menção" se o recurso é cabível ou não. A torcida em favor de uma nova chance de defesa dos réus mobiliza as redes sociais desde o início da tarde, quando o julgamento teve início.
Os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli votaram em seguida e o placar do julgamento ficou em 4 votos favoráveis aos embargos infringentes e 2 contra. Após o voto de Toffoli, o presidente da Corte suspendeu a sessão.
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