O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta segunda-feira, pedido da jornalista Mônica Veloso para interpelar judicialmente o presidente do Senado Federal Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador é acusado de receber ajuda financeira de um lobista para pagar pensão à jornalista, com quem tem uma filha de três anos.
Por meio de seu advogado, Pedro Calmon Mendes, a jornalista Mônica Veloso comunicou, nesta segunda-feira, ao Conselho de Ética do Senado que entrou com interpelação judicial junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL) para que confirme se, em algum momento, ele foi chantageado por ela. A jornalista teve um filho com o parlamentar e, recentemente, fechou um acordo na Justiça de pagamento de pensão alimentar.
Gilmar Mendes negou o pedido e afirmou que, na ação, a jornalista não apontou a ambigüidade das declarações de Renan. Segundo a assessoria do STF, cabe recurso ao próprio tribunal.
- A interpelação é incabível porque ausentes os indispensáveis pressupostos de dubiedade, equivocidade ou ambigüidade às expressões que dele sejam objeto -, ressaltou o ministro, na decisão.
A assessoria do Supremo informou que uma interpelação judicial não tem efeito prático imediato. Quem é interpelado não é obrigado a prestar esclarecimentos. Este tipo de ação pode servir de base para uma futura ação criminal.
STF nega pedido de jornalista para interpelar judicialmente Calheiros
Segunda, 18 de Junho de 2007 às 18:19, por: CdB