Rio de Janeiro, 28 de Março de 2026

STF mantém preso juiz que vendeu sentenças

Quarta, 20 de Setembro de 2006 às 09:43, por: CdB

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, em ato publicado nesta quarta-feira, o pedido de revogação da prisão preventiva do juiz federal João Carlos da Rocha Mattos. Ele foi preso há cerca de dois anos na Operação Anaconda, da Polícia Federal, que investigou a comercialização de sentenças judiciais. Segundo a nota do STF, Rocha Mattos alegou que sua prisão foi ilegal porque não haveria comprovação da materialidade dos crimes atribuídos a ele. Rocha Mattos também alegou falta de fundamentação do decreto de prisão.

O argumento foi rebatido pelo relator do habeas corpus, ministro Eros Grau. "O decreto de prisão foi explícito nesse sentido ao consignar: 'Não se trata de mera suspeita. Sabe-se do modus operandi da quadrilha, existem relatórios minudentes da atuação dos seus membros, diagramas de relacionamentos, os contatos são constantes entre os acusados", disse o ministro na sentença.

Segundo o ministro, a prisão cautelar também se justifica.

- É incontroverso que o magistrado levou para casa de sua ex-esposa documentos relativos a processo judicial, destruindo-os em seguida, sem oitiva do Ministério Público, o que, por si só, já autoriza a conclusão de que sua liberdade traduz ameaça ao andamento regular da ação penal a que responde - disse.

Esse foi o segundo pedido de habeas corpus de Rocha Mattos negado pelo STF. Ele responde a processo criminal por abuso de autoridade e peculato.

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