Está previsto no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda nesta semana, o julgamento da ação que pode liberar os mais de 65 pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito na Assembléia Legislativa de São Paulo. As CPIs visam a investigar o governo de São Paulo. O ministro Eros Grau, relator da ação, já pediu uma data para o julgamento, em definitivo, da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), de iniciativa do PT, que busca modificar o regulamento para abertura das comissões de inquérito no parlamento paulista. O Ministério Público já deu parecer favorável à ação. Como não haverá haverá sessão nesta quarta-feira, devido à posse da ministra Cármen Lúcia, o plenário do STF deverá adiar o julgamento da Adin para esta quinta-feira.
Atualmente é necessário, para a abertura de uma CPI na Assembléia estadual, requerimento assinado por um terço do deputados mais a aprovação em plenário. Com a Adin, o PT tenta justamente modificar esse item do regulamento interno, de modo a facilitar a abertura das comissões de inquérito. A Assembléia tem mais de 60 pedidos de abertura de CPIs envolvendo ações de governo, que são objeto de disputa entre deputados da oposição e ligados ao governo. Nos últimos meses, a oposição concentrou esforços na CPI do banco Nossa Caixa, para averiguar as acusações de irregularidades na contratação de publicidade para a instituição financeira.
O legislativo do Estado de São Paulo é hoje o palco para as disputas em nível federal entre PT e PSDB, com tentativas da bancada estadual petista de abrir CPIs ou tomar o depoimento de pessoas implicadas em denúncias contra o governo paulista. Há uma semana, a bancada apresentou um estudo em que questionou a eficiência da gestão Alckmin a frente do governo paulista.